Uma escola que abrace os ‘Brasis’

Programa Ciranda de Quintal resgata a cultura popular com ênfase no brincar

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“Estar globalizado sim, mas sem perder a sua identidade cultural”, reforça Elaine Almeida, coordenadora pedagógica do projeto Ciranda de Quintal, que por meio de materiais desenvolvidos para escolas (livro didático, CD e DVD) busca apresentar os diversos ‘Brasis’ às crianças da educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental.

A Ciranda trabalha com a cultura popular brasileira. Leva jongo, frevo, cavalo marinho, caboclinho, seresta e tantos outros ritmos nacionais para os professores desenvolverem com seus alunos — o programa inclui formação docente e assessoria pedagógica.

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“Não temos identidade cultural, a criança não tem identidade com o povo”, critica Filipe Edmo, diretor artístico do projeto. É essa falta de pertencimento que coloca três pontos como base do Ciranda de Quintal: aproximar a criança da escola, a escola da família e a família da comunidade; inserir o brincar na rotina escolar — e que o professor também brinque; e difundir a cultura brasileira no dia a dia escolar.

Apoio pedagógico com música para as escolas

No material de apoio ao docente o livro não conta, por exemplo, a história do frevo. Há caminhos para estimular o professor a chegar no resultado por meio de dicas. Além disso, o projeto conta com uma encontro de oficina de repertório e brincadeiras da cultura popular para professores. “Eles devem conhecer 2% do que levamos. Em São Paulo talvez mais, mas ao sair de São Paulo a realidade é outra”, conta o diretor artístico do Ciranda.

No encerramento do projeto toda a escola recebe uma apresentação do grupo musical Trupé Trupé (mesmos integrantes do projeto Ciranda). Com a maioria das músicas autorais, os discos oferecidos aos alunos contam com a participação de Filipe Cato, Tato, do Falamansa, Paulo Tatit, da Palavra Cantada, Janayna Pereira, do Bicho de Pé e Fernandinho Beat Box.

escolas cultura Brasis

Encerramento do projeto com espetáculo (foto :Mayra Aline)

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