Startup literária aposta em uma educação plural

A Praporiando é uma editora e produtora cultural e pedagógica que se destaca por seus livros infantojuvenis sobre bullying, racismo e diversidade

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Fundada pela escritora e gestora ambiental Janine Rodrigues, a Piraporiando é uma startup que está sendo abraçada pela área educacional. O motivo? Rodrigues desenvolveu um projeto chamado Trilha Literária, que além de estimular na sala de aula a leitura por meio de seus livros infantojuvenis voltados à pluralidade, ela oferece atividades pedagógicas alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), aos pilares da Unesco e aos 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU e ainda uma formação para os professores com base no tema de cada livro.

Escrito pela empreendedora, a obra Nuang – caminhos da liberdade apresenta palavras do tronco linguístico banto e foi chancelada pela Fundação Cultural Palmares por contribuir para a Lei nº 10.639/2003 (que estabelece conteúdos sobre história e cultura afro-brasileira na escola).

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Já no livro Histórias do Velho Nestor – contando seus contos de horror (todos os seis livros da editora foram escritos por Rodrigues), a Trilha Literária aborda preconceito, medo e ética. É sugerida para alunos de oito a dez anos.

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Janine Rodrigues é autora de seis livros infantojuvenis, parte deles utilizados na Trilha (foto: divulgação)

Caminhos

As escolas podem escolher em adotar apenas os livros ou a Trilha, essa última com duração de até seis meses e que inclui acompanhamento pedagógico. Para a fundadora da Piraporiando, os temas destacados no projeto são essenciais para o desenvolvimento do ser humano. “São elementos bem importantes, ainda mais nessa faixa etária em que você está construindo sua identidade — quem é você na comunidade em que vive”, afirma.

O trabalho da Piraporiando já percorreu 16 estados, além da Colômbia e Chile, e atingiu mais de 17 mil crianças e seis mil educadores de locais como o Centro Cultural Aconchego, localizado no Rio de Janeiro, a Escola João e Maria, em Vinhedo, e a Árvore de Livros, que trabalha com escolas públicas e privadas.

A startup foi fundada em 2015 e teve seu primeiro sócio este ano, a Base2Edu, rede de educadores que acreditam em práticas transformadoras.

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