Nova formação de professores propõe exame para lecionar

MEC anunciou documento que orientará a formação dos futuros docentes. Proposta ainda passará pelo Conselho Nacional de Educação

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O Ministério da Educação (MEC), divulgou ontem 13, propostas para a Base Nacional Comum da Formação de Professores da Educação Básica. Ou seja, a formação dos docentes passará por uma reformulação em que as instituições de ensino e escolas devem se enquadrar assim que o documento for homologado.

Entre as mudanças que atingem os currículos de licenciaturas e o curso de pedagogia está a possibilidade de uma prova que o futuro professor deverá passar para exercer sua função, que pode ser feita pelo Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes).

“Estamos trazendo a discussão da carreira docente pelo viés da formação e esperamos que seja uma valorização, inclusive, social do papel do professor. E que precisa ser discutida ao longo dos próximos anos porque é preciso mudar como o professor é visto. É preciso que seja bom ser professor”, explica a secretária de educação básica do MEC, Kátia Smole, ao site do MEC.

A formação dos professores deverá se voltar para a prática, uma vez que outra proposta é a de que os alunos façam estágio uma vez por semana já no primeiro semestre.

A Base também sugere que o aprendizado do futuro docente seja voltado para dez competências gerais, como “pesquisar, investigar, refletir, realizar análise crítica, usar a criatividade e soluções tecnológicas para selecionar, organizar com clareza e planejar práticas pedagógicas desafiadoras, coerentes e significativas” e quatro específicas voltadas para o conhecimento profissional, prática profissional e engajamento profissional.

Formação inicial, formação continuada e progressão da carreira docente deverão ter como eixo o conhecimento, a prática e o engajamento. O MEC sugere que os gestores escolares devem elaborar atividades voltadas à formação continuada e incentivar os professores a participarem de eventos educacionais e cursos.

O curso de Pedagogia de quatro anos, com o documento, passará a ter um desses quatro anos voltado para o aprofundamento do que o futuro professor quer fazer, por exemplo, alfabetização.

Encaminhamento

O MEC enviará a BNC dos Professores ao Conselho Nacional de Educação, que será responsável por discutir o documento junto a instituições formadoras, escolas, estados e municípios.

Mozart Ramos, diretor de Articulação e Inovação do Instituto Ayrton Senna, foi nomeada para ser o relator da Base. Mozart revela que além dos encontros com educadores no Brasil o objetivo é viajar para países que possuem exemplos de professores qualificados e trazer inspirações para o Brasil. A ideia é que o documento recebe as devidas alterações e que até o final de 2019 seja retornado ao MEC para homologação.

A elaboração do documento pelo MEC teve como base estudos nacionais e internacionais e teve colaboração de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP),  Fundação Getúlio Vargas (FGV) e outras.

formação dos professores

Curso de pedagogia poderá ter um ano para de especialização (foto: Shutterstock)

BNCC

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) aponta diretrizes curriculares que toda escola pública e privada do Brasil deve seguir. Para de fato as propostas se concretizarem os professores precisam de qualificação e compreensão da Base e o novo documento voltado para a reformulação do professor chega como uma política pública para dar continuidade a essa transformação da educação do país.

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