Estudante desenvolve colete inteligente que alerta problemas de postura

Acessório é equipado com sensores e, quando necessário, manda sinais de correção

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Cerca de 30% dos brasileiros sofrem com dor nas costas. No mundo, 80% da população será acometida pelo incômodo pelo menos em algum momento da vida. O aluno de graduação do curso de Engenharia da Computação da Universidade Positivo, em Curitiba (PR), Robson José Silva estava dentro dessas estatísticas. Ele então decidiu fazer do seu incômodo o tema de seu trabalho de conclusão de curso, apresentado no final de 2016. Batizado de Coleco, o projeto é um colete que monitora a postura, ideal para aqueles que passam muito tempo sentados ou estejam em processo de recuperação ortopédica.

O Coleco ainda é um protótipo, mas seu sistema já está funcionando. Ele é formado por três sensores conectados que fazem um tipo de ‘leitura’ do posicionamento da coluna do usuário, levando em conta a força da gravidade. As informações coletadas são enviadas, via bluetooth, para um aplicativo, que gera um alerta para que o usuário corrija a postura imediatamente.

O projeto conta com a tecnologia de microcontroladores que, segundo Robson, são peças de fácil acesso, baixo custo e pouco consumo de energia. Foram gastos menos de R$ 200 para desenvolver o Coleco.

O engenheiro recém-formado está agora nos ajustes finais do protótipo e buscando investidores. doresO colete já despertou o interesse de profissionais de fisioterapia e pacientes, mas ainda não é possível comercializá-lo, uma vez que faltam recursos para desenvolver o design final e acertar os processos de fabricação e distribuição. Enquanto isso, Robson aguarda a liberação da patente.

Para Leandro Henrique de Souza, coordenador de pós-graduação da Universidade Positivo, ideias como a de Robson ajudam a motivar outros alunos e criam um ciclo virtuoso de inovação. “É interessante que estamos iniciando uma integração com o mercado com velocidade maior em projetos que envolvem aplicação de tecnologias”, analisa. “Uma série de grandes empresas que utilizam as universidades como berço de novas ideias e novos produtos buscam projetos de aplicação tecnológica, e acabam desenvolvendo um novo modelo de negócio e com retorno mais rápido”, conclui.

 

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