15 conselhos sobre educação inspirados na experiência francesa

Educação selecionou algumas das dicas reunidas em Crianças francesas dia a dia – Um guia com 100 dicas para educar os filhos, da escritora Pamela Druckerman

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Crianças francesas dia a dia – Um guia com 100 dicas para educar os filhos. Educação francesa

Crédito: Divulgação

O livro Crianças francesas não fazem manha, sobre as singularidades da educação dada pelos pais franceses a seus filhos, é um best-seller mundial. Depois dele, a jornalista e escritora Pamela Druckerman, americana radicada em Paris, casada com um inglês, mãe de três filhos nascidos na França, lançou outro título com sucesso: Crianças francesas dia a dia – Um guia com 100 dicas para educar os filhos. São conselhos reunidos pela autora a partir de sua convivência com famílias francesas e de entrevistas e pesquisas feitas para o primeiro livro. Educação selecionou alguns deles:

1. Você é o guardião da geladeira

Na França, crianças não têm direito de abrir a geladeira e pegar o que quiserem. Precisam pedir aos pais. Isso não reduz apenas a quantidade de vezes em que se belisca, mas também o caos.

2. Todo mundo come (sempre) a mesma coisa

Na França, crianças não decidem o que vão jantar. Não há escolha nem ajuste. Só há uma refeição, a mesma para todos.

3. Você só precisa experimentar

Crianças precisam provar todos os pratos à mesa. Apresente a regra para seu filho como se fosse a lei da natureza ou da gravidade.

4. Refeições não devem envolver combate corpo a corpo

Uma nutricionista francesa diz que o melhor conselho é: não deixe que seu filho veja o quanto você quer, desesperadamente, que ele coma legumes e verduras. Também não elogie nem comemore demais. Banque o indiferente.

5. Não ensine seu filho pequeno a ler

Ensinar uma criança de três anos a reconhecer palavras é possível. Mas para quê a pressa? (…)Quando essas crianças chegarem aos seis anos, aprenderão em bem menos tempo do que aconteceria se tivessem três.

6. Faça atividades extracurriculares por prazer

Você não está construindo uma criança biônica. Não coloque seu filho em aulas de violino nem leia o 12º livro do dia só para ajudá-lo a ganhar pontos hipotéticos no QI. Escolha atividades que seu filho aprecie e faça isso em um ritmo natural.

7. Resultados não são tudo

Sim, o mundo é competitivo. É claro que você quer que sua prole supere aquele pestinha trilíngue filho do vizinho. Mas infância não é apenas um preparativo para o futuro. A qualidade das quase duas décadas que vocês passarão juntos também importa.

8. Lide calmamente com as birras

Pais franceses ficam tão constrangidos e perturbados por ataques de birra quanto qualquer um de nós. Eles não têm uma receita mágica para fazer o choro parar. O que costumam achar é: você não deve ceder a uma exigência descabida. Isso não quer dizer que você deve ser frio. Em resumo, fique calmo e seja solidário, mas sem ceder.

9. Demore mais para responder

Quando você estiver ocupado fazendo ovos mexidos e sua filha pedir que você olhe a torre que ela fez com rolos de papel higiênico, explique com delicadeza que vai olhar em alguns minutos. Isso não apenas torna a vida mais calma. É também o que os franceses chamam de passagem obrigatória para a criança, quando ela aprende que não é o centro do universo.

10. Diga “não” com convicção

Os franceses não inventaram o non – mas são muito bons em dizê-lo. O non francês é convincente em parte porque os pais não dizem sempre. Acreditam que alguns nãos estrategicamente administrados têm melhor chance de serem absorvidos do que uma montanha deles. São consistentemente rígidos quanto a algumas coisas essenciais. Mas o verdadeiro segredo é a manifestação não ambivalente.

11. Diga “sim” com o máximo de frequência que puder

Franceses acreditam que dizer sim com o máximo de frequência possível é uma das chaves para ter autoridade com o filho. A criança sente-se mais respeitada e pode satisfazer a necessidade de fazer sozinha algumas coisas. É claro que a liberdade total seria sufocante. O cenário ideal francês é que a criança peça permissão para fazer e a mãe ou o pai concorde.

12. Explique o motivo por trás da regra

Quando disser não, você deve sempre explicar por quê. Se a situação for perigosa, aja primeiro e dê o motivo depois. Seja direto: sua explicação não deve soar como uma negociação — mesmo porque não é. Quando falam com filhos, pais franceses costumam usar a linguagem dos direitos: ‘Você não tem o direito de morder Pierre’. Isso implica que existe um sistema coerente de regras e que a criança tem direito de fazer outras coisas.

13. Às vezes seu filho vai odiar você

Psicólogos franceses dizem que os desejos dos filhos são praticamente infinitos. Seu trabalho é impedir essa corrente dizendo não às vezes. A criança provavelmente vai ficar zangada quando você fizer isso. Pode até odiar você temporariamente. Isso não é sinal de que você é um pai ou mãe terrível. (…) Se você precisa que seu filho goste de você o tempo todo, não será capaz de fazer seu trabalho na educação plena.

14. Você não está castigando. Está educando

Não pule em cima do seu filho a cada delito. Franceses chamam um pequeno ato de travessura de bêtise (pronuncia-se bê-tíze). Ter essa palavra ajuda a manter o crime em perspectiva. Quando seu filho pular no sofá ou roubar um pedaço de pão antes da refeição, ele fez apenas uma bêtise. Todas as crianças fazem isso. Guarde as punições para os crimes. Vai ajudar seu filho a aprender o que é importante.

15. Puna raramente, mas dê a devida importância a isso

“Ser puni (punido) numa família francesa é coisa importante, e não algo que ocorre todas as noites. Punição deve ser administrada imediatamente, com firmeza, mas sem maldade. Pais franceses costumam mandar a criança travessa para o quarto “marinar” (pensar sobre o assunto). Deixam sair quando está calma e pronta para conversar. (…) Tomam o cuidado de avisar os filhos antes de puni-los e de cumprir as ameaças. (…) Depois de um conflito, dizem que é papel dos pais restabelecer a ligação.”

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