Samba e literatura se misturam em livros que destacam as vozes da perifa

Inspiradas em Martinho da Vila e Bezerra da Silva, duas obras foram produzidas durante a FLUP de 2017 e 2018

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Entre 2017 e 2018, os participantes das oficinas de criação da Festa Literária das Periferias (FLUP), no Rio de Janeiro, foram convidados a escrever a partir da obra musical de dois monstros do samba: Martinho da Vila e Bezerra da Silva.

Dessa experiência de produção literária com autores estreantes e moradores das periferias, saíram os livros Conta forte, conta alto e 90 anos de malandragem, ambos publicados pela Funarte (Fundação Nacional de Artes) e lançados, no final de abril, como encerramento da mostra O Rio do samba: resistência e reinvenção, que se tornou a mais visitada na história do Museu de Arte do Rio (MAR).

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Conta forte, conta alto reúne 28 contos que exploram as letras, motivos e ambientações de músicas do fluminense Martinho da Vila, hoje com 81 anos, e que deve seu nome artístico ao fato de ter sido o principal compositor e autor de enredos da escola de samba carioca Unidos de Vila Isabel. 90 anos de malandragem traz 25 histórias curtas baseadas na obra do pernambucano Bezerra da Silva (1927-2005), que se notabilizou como cronista musical da vida nas favelas do Rio e que, vítima de preconceito social, só foi convidado a apresentar-se em uma casa de espetáculos de prestígio, o Canecão, em 1996.

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