A educação domiciliar no Brasil e no mundo

Informações e dados importantes sobre a modalidade e seus defensores

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A educação domiciliar (ED) é reconhecida, permitida ou regulamentada em 64 países, dos cinco continentes, com variados regimes de governo.

Entre os países que adotam a ED como modelo educacional permitido e válido estão Estados Unidos, Canadá, Colômbia, Chile, Equador, Paraguai, Portugal, França, Itália, Reino Unido, Suíça, Bélgica, Holanda, Áustria, Finlândia, Noruega, Rússia, África do Sul, Filipinas, Japão, Austrália e Nova Zelândia.

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Há cerca de 2,5 milhões de alunos em educação domiciliar atualmente nos Estados Unidos. E de cem mil no Reino Unido, 95 mil no Canadá, 80 mil na Rússia, 75 mil na África do Sul, 40 mil no Japão e 30 mil na Austrália.

Os líderes da defesa do ensino domiciliar, no Brasil e no mundo, relacionam a aceitação do modelo ao que chamam de liberdade educacional. Argumentam que os países onde a ED é permitida e regulamentada são, em sua maior parte, também os mais bem colocados em rankings de liberdade educacional como os da ONG Oidel, com sede em Genebra, na Suíça.

O Brasil ocupa a 58ª posição no ranking internacional de liberdade educacional da Oidel, entre o Catar e o Camboja. Os dez primeiros: Irlanda, Holanda, Bélgica, Malta, Dinamarca, Reino Unido, Chile, Finlândia, Eslováquia e Espanha. Os dez últimos: Gâmbia, Líbia, Cuba, Arábia Saudita, Afeganistão, Congo, Etiópia, Síria, Mauritânia e Serra Leoa.

Famílias adeptas à educação domiciliar

De acordo com a Associação Nacional de Educação Domiciliar (Aned), 15 mil estudantes entre quatro e 17 anos, de 7,5 mil famílias, estão envolvidos atualmente na educação domiciliar em todas as unidades federativas do Brasil, “um crescimento de dois mil e oitenta e nove por cento desde o nosso primeiro registro, feito em 2011”, diz Rick Dias, presidente da associação. Ele estima que o número de famílias adeptas poderá chegar a 17,2 mil em 2020 caso a educação doméstica seja regulamentada nos próximos meses.

Pesquisa realizada em 2016 pela Aned com famílias homeschooling revelou, segundo a associação, que 32% delas fizeram a opção pela ED “em busca de uma educação mais personalizada para os filhos, explorando seus potenciais e talentos”, 25% por “princípios de fé na família”, 23% por “má qualidade do ambiente escolar”, 11% por “má qualidade do ensino escolar”, e 9% por “doutrinação ideológica”.

Segundo outro levantamento da Aned, feito em 2017 com 285 famílias homeschooling brasileiras, em 34% delas pelo menos um dos pais tem curso superior completo e, em 74%, um dos pais frequenta ou frequentou uma faculdade ou universidade.

Uma terceira pesquisa da Aned, também realizada em 2017, dessa vez com 312 pais com filhos na escola, mostrou, segundo a associação, que 44% deles “admitiram a possibilidade de optar pela educação domiciliar”.

Exames

Outra pesquisa, que a Aned diz ter sido feita em 2018 com 1.209 pais “que se dizem simpatizantes ou entusiastas da educação domiciliar, mas ainda mantêm os filhos na escola”, 68% dos entrevistados admitiram que poderão optar algum dia pelo modelo e 41% “aguardam uma regulamentação para poderem optar pelo homeschooling”.

O índice de aprovação dos homeschoolers brasileiros em testes nacionais como Prova Brasil e Exame Nacional de Certificação de Competência de Jovens e Adultos (Encceja) para os ensinos fundamental e médio é “de cem por cento, baseado nas informações recebidas por nós até agora de pais envolvidos com a ED que mantêm contato conosco”, diz o presidente da associação, Rick Dias.

*Fontes: Associação Nacional de Educação Domiciliar (Aned – www.aned.org.be), National Home Education Research Institute (www.nheri.org) e Oidel (www.oidel.org)

Educação domiciliar Brasil e mundo

Foto: Shutterstock

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