Vanessa Guimarães Pinto

secretária de Educação de Minas Gerais

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Qual o diagnóstico que você faz da educação básica no Brasil? Quais os principais problemas, avanços e retrocessos que a educação vive?




Não vejo retrocesso na realidade da educação. Só avanço. No entanto, eles são limitados por falta de investimento. A inclusão no ensino fundamental está se dando, mas ainda falta muito, principalmente no ensino médio. Não temos uma base de investimento eficiente. Vamos sempre ampliando o sistema, mas os recursos nunca atendem os sistema em sua plenitude. E isso não é só uma questão de dinheiro. O problema aqui é não saber onde e como colocá-lo. Falta eficiência. Se não, você acaba jogando dinheiro fora. A questão do recurso já melhorou muito com o Fundef, deve melhorar também o Fundeb, mas sei que não fará mágica.




 





Na sua opinião, qual é o principal desafio para alavancar o desenvolvimento e a qualidade da educação em nosso país?





Tenho dificuldade em falar de país, mas acho que o Estado Minas Gerais é bem representativo, já que aqui temos regiões mais e menos desenvolvidas. Na minha opinião, o maior desafio da educação é atingir, com políticas públicas, os municípios mais carentes. O PT erra ao não nos ouvir. O governo federal não pode passar por cima do governo estadual. Não fazem isso por razão política ou ignorância pura. Mas não é possível colocar dinheiro nos municípios sem fazer intervenção, controle, avaliar resultados, conhecer a realidade. O governo federal é muito distante.

Precisa se aproximar mais desses municípios carentes que tem estruturas muito precárias e baixa capacidade de gestão. Para alavancar qualquer desenvolvimento é preciso trabalhar mais municípios menos desenvolvidos e dar mais autonomia aos municípios que têm capacidade de se desenvolver sozinhos. É um trabalho cotidiano, que vai de segunda a segunda. Não se trata de fazer grandes projetos, mas de acompanhar. A educação alimenta uma máquina muito complexa, gere milhares de professores e funcionários. Se o governo federal não se aproximar dessa realidade, as políticas públicas não chegarão à população mais carente. 



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