Tudo bem com o Ideb?

A pesquisa que buscou traçar o perfil dos dirigentes municipais de educação mostra que a maioria dos entrevistados considera bom ou regular o índice dos anos finais

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A pesquisa Perfil dos dirigentes municipais de educação 2010 mostra que uma grande parcela dos gestores entrevistados tem uma percepção sobre o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) que não corresponde ao cenário real. Concluído pelo Inep em 2010, o levantamento perguntou a 1.728 dirigentes qual era a opinião deles sobre o Ideb alcançado em 2007 pelos anos finais das respectivas redes. As respostas surpreendem, pois indicam que os gestores superestimam os resultados: a maior fatia (40,91%) considerou o índice regular; 30,03% avaliaram o dado como bom; 5,09% acharam ótimo; 23,96% responderam achá-lo ruim.


Desde que foi criado em 2007, o Ideb afere a qualidade das escolas e redes, valendo-se de notas dos alunos na Prova Brasil e taxas de aprovação. Ele tem verificado evolução de médias a cada edição e, no caso dos anos finais do ensino fundamental, registrou em 2011 o cumprimento ou a superação da meta nacional (3,9) em 14 estados e Distrito Federal. Mas a proporção de alunos que aprenderam o esperado em português e matemática, segundo a Prova Brasil 2011, ainda é baixa. Nos anos finais (6º ao 9º) da rede pública brasileira, 12% é a proporção de estudantes que sabem o adequado em resolução de problemas e 22% é a proporção dos alunos que aprenderam o adequado em leitura e interpretação de textos. Esses cálculos estão disponíveis no portal QEdu.org.


Em Roraima, que saiu da média 3,4 em 2007 para 3,7 em 2011, o único gestor a responder considerou regular o Ideb de 2007. O adjetivo “regular” significa “satisfatório, adequado”. E esta percepção sobre o Ideb dos anos finais é a mais comum entre os dirigentes participantes desse questionário em outros 11 estados. Entre eles, três que, como Roraima, seguem abaixo da meta: Alagoas (média 2,9 em 2011), Maranhão (3,6) e Pará (3,7). Entre os que atingiram ou superaram a meta estão Piauí (4), Goiás (4,2), Mato Grosso do Sul (4), Paraná (4,3), Rio Grande do Sul (4,1), Espírito Santo (4,2), Minas Gerais (4,6) e São Paulo (4,7). No Sudeste, o Rio de Janeiro (4,2) é exceção: a maior parcela dos gestores (45,83%) considera o índice ruim.


Há estados nos quais a maior parcela dos consultados achou bom o Ideb de 2007 dos anos finais. É o caso do Tocantins (43,75%), que saiu da média 3,7 em 2007 para 4,1 em 2011, do Mato Grosso (43,40%), que cresceu dos 3,8 pontos para 4,5 e de Santa Catarina (46,48%), que foi dos 4,3 para 4,9. Esses três estados ficaram acima da meta nacional em 2011. Em Sergipe, que saiu da média 3,1 em 2007 para 3,3 em 2011, sem atingir a meta, a maior fatia dos dirigentes (42,86%) também considerou bom o resultado. Mesmo caso de Rondônia (50%), que evoluiu da média 3,4 para 3,7.


Os gestores municipais divididos entre responder regular ou ruim são Acre (média 4,2 em 2011) e Ceará (4,2), que passaram a média. Além de Bahia (3,3), Rio Grande do Norte (3,4), Paraíba (3,4) e Pernambuco (3,5), que estão abaixo.




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