Trajetória e mudança

Criada em 1997 com o intuito de refletir sobre o universo educacional brasileiro, Educação ganha novo projeto gráfico e alterações editoriais

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A educação brasileira mudou muito durante os últimos quinze anos. Em 1997, apenas 21% dos estudantes de 15 anos concluíam o ensino fundamental – em 2009, o percentual era de 45,8%. A taxa de alunos concluintes do ensino médio também cresceu: entre os jovens de 19 anos, passou de 18,1% para 27,1%. Uma evolução mais tímida pode ser observada no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb): no ensino fundamental, houve um salto de apenas 0,8 ponto (o índice saiu de 3,8 para 4,6).






Primeira edição da revista (1997)


Essas e outras transformações foram objetos de análise de inúmeras reportagens publicadas por Educação nesse período. Desde a primeira edição, que trazia em sua capa a matéria “Anjos rebeldes”, sobre as questões disciplinares no universo escolar, a revista se dedicou à reflexão sobre a educação brasileira. Não por acaso, nasceu meses após a edição da Lei de Diretrizes e Bases (LDB), promulgada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em dezembro de 2006.


Nesta edição de aniversário, o leitor perceberá mudanças gráficas, além de uma reformulação do conteúdo editorial. Pensado para facilitar a leitura, o novo projeto gráfico contempla uma mudança significativa de tipologia – a ideia é dar mais elegância e seriedade aos temas tratados pela publicação. Além disso, a revista passa a valorizar os infográficos, no intuito de tornar a leitura mais agradável.


Algumas seções foram reformuladas. A coluna inicial permanece com o mesmo nome (“Mosaico”), mas dedica-se apenas às notícias de interesse do educador. “Estante” passa a concentrar resenhas de livros infantojuvenis e adultos. Inauguramos a seção “Ideias no tempo”, que faz um exercício instigante: aplica a obra de grandes pensadores a temas contemporâneos. O “Canal do Leitor”, uma evolução da seção de cartas, registrará as interações geradas por cartas, site, Facebook e Twitter. Por fim, “Leituras Educadoras”, assinada por Gabriel Perissé, passa a ser publicada no início da revista.


Mestre do ofício
“Vou direto para a crônica do Rubem Alves. É uma pessoa que fala aquilo que eu vou levar para o meu dia a dia.” A declaração de Marilene Viana, professora, assinante de Educação formada em letras e mestranda na Pontificia Universidade Católica (PUC) em língua portuguesa, ecoa o sentimento de muitos outros leitores fiéis ao estilo do cronista.


Batalhador incansável na luta contra o processo de fossilização da culturaperpetrado pelo trato burocrático do conhecimento oferecido aos alunos nas escolas, Rubem Alves é, desde maio de 2005, responsável pela coluna “Aula Aberta”, que fecha cada edição desta revista.


A partir do próximo mês, não estará mais em sua página tradicional. Dizendo-se exaurido em função de problemas de saúde, pediu-nos para encerrar sua participação. Deixa, como saldo de suas 84 colunas, marcadas pela vocação para comunicar-se com aqueles que vivem o cotidiano escolar, a memória viva de que, mais do que as regras, métodos e fórmulas pedagógicas (lições de encarceramento?), o que vale é o deslumbramento com o aprendizado.

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