Tecnologias digitais, uma necessidade para os processos de inclusão

Pesquisadores da Unesp defendem que pessoas com deficiência precisam conhecer tecnologias para serem autônomas

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Klaus Schlunzen Júnior em palestra no evento Bett Educar (Foto: Divulgação)

Se a educação inclusiva ainda resta como um grande desafio para os sistemas educacionais brasileiros, a tecnologia pode representar um diferencial positivo. Em palestra no evento Bett Educar 2017, em São Paulo, Klaus Schlunzen Júnior e Elisa Tomoe Moriya Schlunzen, ambos professores e pesquisadores da Unesp, discorreram sobre sua experiência com a formação de professores e no desenvolvimento de ambientes de aprendizagem que dialoguem com os tempos atuais.

“Muita gente diz que faz inclusão, quando na verdade promove integração”, lembra Schlunzen Junior. Para ele, promover efetivamente a inclusão significa também preparar as crianças com deficiência para serem autônomas no universo digital. “Teremos profundas mudanças nos ambientes de aprendizagem em geral. Esse é um problema universal”, diz o pesquisador, para quem a universidade ainda está bastante distante de formar professores para essa nova escola.

Um dos principais ingredientes para uma educação inclusiva de sucesso é a adoção de estratégias que criem oportunidades de aprendizado para todos. “O ensinar é um ato coletivo, mas o aprendizado é individual”, afirma Elisa.

Universo mais acessível

Hoje, há inúmeras tecnologias que ajudam pessoas cegas e surdas-mudas a navegar pela internet e acessar o volume crescente de informação audiovisual disponível na internet. As opções para tecnologia móvel também são numerosas  – o Hand Talk, por exemplo, faz tradução simultânea de libras e funciona em smartphones . A literatura em braile também é numerosa, assim como são inúmeras as ferramentas para leitura de telas. A maior parte desses aplicativos pode ser baixada online.

Elisa Schlunzen conta que orientou trabalhos em uma sala com 13 alunos com deficiência intelectual. Nas aulas de matemática, os alunos mediram o terreno em volta da escola e plantaram uma horta. Fizeram o orçamento do supermercado – tudo com o apoio de ferramentas digitais – e depois montaram um site com o projeto. “Conseguiram usar a tecnologia para fazer o que queriam”, afirma.  Ela defende uma abordagem em que o aluno usa o computador para construir sua aprendizagem, dedicando uma preocupação especial à contextualização das atividades.

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