Suor em dobro

Modalidade exige maior dedicação de alunos, mais leituras e disciplina

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Claudia Daher é aluna do terceiro período do curso de pedagogia. Mora na cidade do Rio de Janeiro e freqüenta o pólo do Cederj instalado no Maracanã. É sua terceira graduação, a primeira a distância depois de ter cursado letras e magistério de nível superior. Trabalha como professora da rede municipal do Rio, há 16 anos, na área de educação especial, atendendo portadores de deficiência – alunos de 8 a 27 anos.

Cláudia compara os cursos que fez com o atual: "Para mim, supera os outros cursos, o relacionamento com tutores e professores supera o que a gente tem na faculdade presencial. Eu já tinha feito duas faculdades e nunca tinha visto essa abordagem sobre educação. Uma visão moderna de inclusão social".

Como antes de entrar no Cederj já atuava como professora, Claudia afirma que aplica o que aprende, mas acredita que quem não trabalha em educação terá mais dificuldade em colocar as teorias em prática. "Para isso, é preciso fazer estágio em uma escola. É um curso bem puxado", diz.

E não é adequado para qualquer aluno, avalia a docente-estudante, pois, por semestre, além da leitura de diversos livros, em geral dois para cada uma das oito disciplinas, há diversas avaliações. "Você não vai à faculdade, mas tem de organizar seu horário. Não é mais fácil que o curso presencial. É preciso dar conta sozinha sem ter ninguém para dar aula, trabalhar as informações e produzir conhecimento."

A primeira graduação de Silvana Veronese da Motta Lacerda foi realizada por meio de educação a distância. Ela terminou a licenciatura em ciências biológicas em 2006. Apesar de já ter experiência anterior de três anos como professora de 1ª a 6ª série, assim que terminou o curso do Cederj, Silvana foi chamada para atuar no ensino médio. Ela assumiu as novas salas de aula de uma forma tranqüila. "Saí preparada", diz ela.

Além de professora de biologia, Silvana atua como tutora do Cederj no Colégio Estadual Matias Neto, em Macaé, Estado do Rio, onde mora. Ela conduz alunos para estágio na instituição. Lá, os estudantes de licenciatura passam, durante quatro semestres, por experiências de sala de aula e chegam a participar como observadores nos conselhos de classe.

De acordo com Silvana, é preciso um grande esforço pessoal para concluir o curso. Da sua turma inicial de 30 alunos, somente três terminaram dentro do período regulamentar. Ela conta que "alguns reclamavam da falta de um professor para poder falar alguma coisa para eles, embora eles saibam muito bem que quando chega na faculdade essa questão aluno-professor é bastante diferente do fundamental e médio. Outros tiveram dificuldade com algumas disciplinas. Por exemplo, uma colega que quando chegou em física e química… Para aprender isso sozinho, há a necessidade de uma dedicação maior. Essas disciplinas fizeram com que algumas pessoas parassem".

Silvana se confessa uma "defensora" da educação a distância. Tanto que atualmente cursa pós-graduação na Universidade Federal de Lavras, também a distância. E tem um filho que segue seus passos no curso de biologia do Cederj.

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