Siegbert Zanettini relaciona em palestra a arquitetura à Educação

Professor afirma que o espaço físico da escola pode traduzir seu projeto pedagógico

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Carmen Guerreiro


 








Em Educação, até o espaço físico comunica e ensina. O desenho do mais singelo prédio, de cada sala de aula e do mais simples pátio traduz, no conjunto, um determinado projeto pedagógico. Com essa idéia em mente, o arquiteto Siegbert Zanettini prendeu a atenção de gestores em Educação, no primeiro dia do Congresso Internacional Educador, nesta quarta-feira, 18 de maio. Durante sua apresentação, foi discutida a influência da arquitetura no ensino e a versatilidade dos projetos contemporâneos para acompanhar o dinamismo da Educação.








 








Zanettini é professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP) e já construiu mais de 200 escolas públicas e particulares no Brasil. “O espaço determina a maneira de se educar”, avalia. Para ele, a profissão de arquiteto é a intersecção, equilibrada e harmônica, do mundo racional (científico) com o mundo sensível (da criação e das idéias).








 








De acordo com Zanettini, a partir dos fundamentos da contemporaneidade, linha de trabalho que segue em seus projetos, o edifício escolar deve deixar explícito que é uma instituição de ensino, para os que passam na rua e observam a construção. O prédio deve também ter relação com a vizinhança e a época em que foi criado.








 








Na palestra, ele defendeu que a arquitetura nas escolas deve ser funcional (para decidir, por exemplo, o tamanho adequado das carteiras, da ventilação, da acústica) e instigante (para incentivar o desenvolvimento do trabalho). Isso estimularia a expressão física e psíquica do aluno. “A arquitetura não pode pretender ser um monumento, mas deve atender às necessidades educativas de seu país”, explica. O espaço escolar também deve ser projetado para estender o ensino ao ambiente fora da sala de aula.








 








Antes de projetar e construir uma escola, Zanettini conta que tem longas e profundas discussões com os educadores, desde o professor até o diretor, para não desvincular a arquitetura da prática do ensino numa determinada instituição. A segunda fase do trabalho é evitar desperdícios. Pelo método de módulos pré-fabricados, que Zanettini adota, esse risco desaparece. Todo material, garante, é usado. “Nas obras convencionais, que usam tijolos, o desperdício varia de 25% a 33%”, afirma.








 







O professor garante que o modo de construção por ele utilizado é muito mais econômico, rápido e de melhor qualidade. “Em seis meses, construímos uma escola”, ele diz. As paredes também podem ser removidas ou mudadas de lugar, para atender às necessidades da instituição. “Os governos municipais e estaduais deveriam adotar essa forma de arquitetura. Desse modo, poderiam fazer um sistema com 500 a 600 escolas por ano.”



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