Rumos da inadimplência

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PESQUISA | Edição 201

Apesar de leve queda nos índices de mensalidades atrasadas em 2014, assessoria econômica do Semesp projeta alta da inadimplência em 2015. Crise econômica e restrições do Fies são os principais motivos

por Flávia Siqueira

A inadimplência de alunos do ensino superior privado no Brasil apresentou leve queda em 2014, aponta a nona Pesquisa de Inadimplência realizada pelo Semesp. A redução foi menor para mensalidades com atraso superior a 90 dias: passou de 7,9% em 2013 para 7,8% em 2014 – redução de 0,6%. A taxa de inadimplência de curto prazo (até 30 dias de atraso) passou de 13,6% para 13,2%, um recuo de 2,5%. O índice de inadimplência do setor ficou acima do total registrado para as pessoas físicas no Brasil, que apresentou queda de 6,7% para 6,3%.

O levantamento foi feito pela assessoria econômica do Semesp por meio do Sindata – Sistema de Informações do Ensino Superior Particular. De acordo com o relatório da pesquisa, a manutenção da inadimplência em índices mais baixos até o fim de 2014 é reflexo do aperfeiçoamento dos processos de gestão das IES e do crescimento do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Com base em dados econômicos e nas recentes restrições ao Fies, a assessoria econômica do Semesp projeta um aumento, em 2015, da inadimplência para mensalidades com atraso acima de 90 dias. Se a previsão se confirmar, o índice passará de 7,8% para 8,4%, interrompendo a sequência de quedas que ocorrem desde 2009. Essa projeção é realizada com base em indicadores de atividade econômica, no Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor e no número de contratos do Fies.

A equipe do Semesp aponta, como variável de grande relevância para a projeção de aumento da inadimplência, o fato de o acesso ao Fies não estar mais disponível durante todo o ano. Os alunos que atravessavam algum período de dificuldade financeira podiam acessar o financiamento estudantil a qualquer momento. “Com as restrições orçamentárias e as alterações nas regras para o 2º semestre de 2015, essa alternativa deixou de ser possível para os alunos”, explica o relatório.

Fonte: SemespA inadimplência com atraso acima de 90 dias atinge principalmente as IES de pequeno porte, com até 2 mil alunos. As de grande porte, com mais de 7 mil estudantes, registram a maior taxa de inadimplência de curto prazo: 21,4%. As IES de médio porte, aponta a pesquisa, são as que apresentam maior eficiência na gestão da inadimplência: para atrasos acima de 90 dias, o índice recuou de 5,8% para 5,5% nessas instituições.

Inadimplência em SP

A pesquisa do Semesp também apresenta dados para o Estado de São Paulo. A região metropolitana, que concentra 59% das matrículas do estado, registrou em 2014 índice de atraso acima de 90 dias de 4,2%, pouco acima dos 4,1% registrados em 2013. Por outro lado, a inadimplência para atrasos de até 30 dias registrou um aumento significativo: passou de 11,9% em 2013 para 14% em 2014. O índice vinha se mantendo próximo ao patamar de 11% desde 2009.

No interior do estado, a inadimplência de mensalidades com mais de 90 dias de atraso subiu de 9,6% em 2013 para 9,8% em 2014 – índice 130% maior do que o registrado na região metropolitana.

Fonte: Semesp

Fonte: Semesp

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