Retrocesso no processo de inclusão

O Semesp e as mantenedoras do ensino superior privado foram pegos de surpresa, na virada do ano, com alterações nas regras do Fies. Ao …

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O Semesp e as mantenedoras do ensino superior privado foram pegos de surpresa, na virada do ano, com alterações nas regras do Fies. Ao aumentar para 450 pontos a nota do Enem, que permite ao estudante conseguir o financiamento, a mudança afeta a vida de milhares de jovens e impacta fortemente as instituições de ensino.

Outra mudança que modifica o calendário de emissão do CFT-E afeta diretamente a sustentabilidade financeira das instituições e gera uma crise de confiabilidade no programa, prejudicando o crescimento do ensino superior e deixando o país ainda mais distante das metas do PNE.

Diante da gravidade da situação, o Semesp encaminhou ofício ao MEC-FNDE, solicitando a revisão das mudanças, o que mereceu amplo registro dos meios de comunicação. Foram agendadas duas reuniões com os órgãos governamentais, que lamentavelmente não tiveram qualquer resultado objetivo.

Assim como o slogan adotado pelo atual governo, que clama por uma Pátria Educadora, nosso objetivo não é “encher escolas de alunos”, como diz o MEC, mas sim melhorar a qualidade do ensino, além de proporcionar uma formação superior aos menos favorecidos economicamente.

Tanto estudantes que precisam do Fies quanto mantenedores do ensino superior, cuja atuação é primordial para fornecer ao Brasil as bases para o desenvolvimento, consideram as mudanças um passo atrás no processo de inclusão. Agora é confiar que as autoridades do governo demonstrem possuir a grande qualidade dos líderes: saber ouvir e voltar atrás quando é preciso.

Hermes Ferreira Figueiredo, presidente do Semesp

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