Questão de segurança

Casos de violência na escola são confirmados por nova pesquisa realizada em São Paulo

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Uma pesquisa realizada no estado de São Paulo mostrou que a falta de segurança é o principal problema da rede estadual na opinião de professores, pais e alunos. Os três grupos foram unânimes ao posicionar o tema no topo do ranking, que também lista a falta de infraestrutura e de professores, o desinteresse e desrespeito dos alunos e a progressão continuada (veja mais ao lado).

O levantamento foi feito pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) a partir de entrevistas (pessoais e por telefone) com 2,1 mil pessoas. Em relação a esse assunto, 57% dos professores e 70% dos alunos também declararam que consideram sua própria escola violenta. O percentual daqueles que ficaram sabendo de casos de violência no último ano foi de 84% para os docentes e 77% para os estudantes. É igualmente alarmante a proporção de vítimas: 44% dos mestres e 28% dos jovens disseram ter sofrido algum tipo de opressão na escola.

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Marilda da Silva, docente da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Araraquara (SP) e pesquisadora do tema, considera preocupante o fato de professores, alunos e pais terem apontado a falta de segurança como o problema número um das escolas. Em sua opinião, isso revela uma degradação na constituição do imaginário da sociedade sobre a especificidade da escola. A qualidade do ensino, que deveria ter sido priorizada, deu lugar a um problema de segurança nacional, em sua avaliação. “A população abandonou a ideia de que a escola é o lugar da socialização do conhecimento e isso é muito ruim”, lamenta.

O que a pesquisa da Apeoesp também reflete é a ocorrência de casos de violência dentro da escola. Analisando os questionários da Prova Brasil de 2011, observa-se um alto índice de agressão verbal e física, além de problemas relacionados, como furtos.

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