“Quando me tornei professora, minha vida ficou colorida”

Nesse Dia do Professor, conversamos com professores que se consideram realizados na carreira docente. Veja abaixo o relato da professora Veronice Leal

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Gustavo Morita
Veronice Leal, professora há 24 anos



Eu sempre digo que foi o magistério que veio atrás de mim. Quando era criança, as meninas da minha época brincavam de ser mãe ou professora. Mas no ensino médio, momento em que você toma as decisões sérias, eu queria trabalhar na área da saúde, por isso fiz o curso de auxiliar de patologia clínica, que era moda entre as adolescentes e tinha a fama de preparar melhor para o vestibular.


Depois de formada fui trabalhar no Hospital São Paulo, mas não me sentia feliz, ia trabalhar por obrigação.  Foi então que me lembrei das meninas que faziam magistério na minha época de ensino médio e voltei para meu antigo colégio para tentar fazer apenas as disciplinas do magistério. A diretora da escola falou que era o último ano que eu poderia fazer. Pensei: “é agora! É para mim!”.


Nessa época tinham se passado uns quatro anos da minha formatura. Eu já era mais adulta. Foi a melhor coisa porque já tinha consciência do que estava fazendo. Se eu tivesse feito mais nova, talvez não aproveitasse tanto. Mas foi um casamento perfeito! Tudo que envolvia o trabalho de educação, eu ia me dando bem. No hospital, não. Eu ia por obrigação. Quando você faz algo com vontade e com amor, não precisa correr atrás de nada. É natural acabar se destacando. Minha vida era em preto e branco, mas quando me tornei professora ela ficou colorida.


Eu sempre quis e sempre pensei em fazer mais. Acabei cursando pedagogia e depois fiz uma pós-graduação em língua portuguesa. Quando vamos chegando aos 25 anos de carreira, é natural começar a falar em aposentadoria. Mas eu não quero parar. Faço dupla jornada. As pessoas perguntam como eu dou conta. É claro que é muita responsabilidade. Já pensei, ‘como vou me dedicar integralmente duas vezes?’. Mas não cansa. Estar com os alunos dentro da sala de aula é um enorme prazer.


Para mim, o que faz qualquer pessoa ser bem sucedida na carreira é gostar do que faz e não se conformar com a mesmice. A criatividade na área da educação é fundamental. Eu gosto de trazer a tecnologia para a educação. Há pessoas que acham que a escola está num patamar muito distante, mas podemos usar blogs, fazer jornais online. Assim o aluno percebe que a educação está mais próxima da realidade dele.


Eu costumo ouvir também aquela frase: “você é professora? Ai, coitada!”. Mas eu não me vejo assim. Eu sou uma pessoa muito feliz. Minha dedicação à escola começa na maneira de me vestir. Eu me arrumo como se fosse um sábado! O primeiro contato é o que você mostra ser, depois as pessoas vão descobrindo que existe algo a mais.


Veronice Leal, professora polivalente do 5° ano do Ensino Fundamental do Colégio Santa Maria


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