Projeções da educação infantil

Estudo da FGV estima o potencial de matrículas em creches e pré-escolas até 2020

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A demanda por creches não está intimamente relacionada com o crescimento demográfico. O progressivo aumento da participação da mulher no mercado de trabalho e o encarecimento dos serviços domésticos são fatores até mais preponderantes, segundo análise da Fundação Getulio Vargas apresentada no estudo “Números do ensino privado”. De acordo com o Censo, de 2000 a 2010, a população na faixa etária de três anos caiu quase 16%, passando de 13.020.216 para 10.925.893. Porém, o total de crianças que frequentavam creches no mesmo período mais do que dobrou, saltando de 916.864 para 2.064.653. Com isso, a taxa de matrícula aumentou de 7,04% para 18,90%.

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Supondo que a dinâmica demográfica se mantenha dessa forma até 2020, foi calculado que o número de crianças nessa faixa etária será de 9.168.445. Também segundo as projeções, o número de matriculados em creches alcançará 4.649.318. Desse total, o setor privado absorverá 32,49%. Se as previsões se confirmarem, as creches particulares registrarão um crescimento de 112,45% em dez anos.

Tendência diferente apresenta a pré-escola, que, segundo os analistas, está com a oferta de vagas próxima da saturação. Das 5.802.254 crianças de 4 a 5 anos (Censo), 80,85% estão matriculadas na escola, segundo o Inep. Conservada a tendência demográfica, o universo populacional será inferior a 5 milhões até 2020. Se o número de matrículas se mantiver, haverá uma redução no contingente de alunos nas pré-escolas (Matrículas potenciais em pré-escolas, hipótese I, ao lado). Mas, se o crescimento no número de matrículas continuar em ascensão, ele ultrapassará o da população (II). O único cenário positivo calcula que todas as crianças de 4 a 5 anos serão absorvidas pelas escolas (III). Somente nessa condição haverá uma crescimento no número de matrículas, mas ainda assim de 5% em dez anos.

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