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A abertura de mais cursos de algumas licenciaturas em 2012 não atraiu necessariamente mais matrículas em áreas prioritárias, como ciências e matemática

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A ampliação do número de cursos de formação docente pelo Brasil não resulta necessariamente em mais matrículas. A constatação é possível diante do Censo da Educação Superior 2012, realizado pelo Inep. Por outro lado, como se pode ver a seguir, o fechamento de alguns cursos de uma licenciatura já é capaz de reduzir significativamente seu número de ingressantes. A queda de 13,95% (12) do número de cursos de formação de professores de artes (ou educação artística), por exemplo, contribuiu para derrubar em 66,17% (4.589) a quantidade de matrículas nessa área em 2012. Com diferenças ainda mais expressivas, de 2011 para 2012, a área licenciatura intercultural indígena teve redução em número de cursos (71,43%, ou 55), matrículas (69,41%, ou 2.745) e concluintes (64,26%, ou 196).
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Áreas prioritárias
Em áreas nas quais o déficit de professores é maior, abrir mais cursos não tem sido suficiente para ampliar a matrícula. Em biologia, o aumento de 5,37% nos cursos não resultou em mais matriculados. Em 2012, houve 4.242 (4,61%) menos ingressantes do que em 2011.


Na licenciatura em ciências, o número de cursos cresceu 5,39%, o que também não levou a mais ingressos. Foi registrada uma pequena queda de 10 matrículas (0,07%) de 2011 para 2012. Esse movimento é parecido com o da licenciatura em matemática: o pequeno aumento de 0,73% não foi suficiente para elevar o número de ingressantes, que caiu 1,36% em 2012. Das áreas de exatas, química e física tiveram aumentos nos números de cursos e de matrículas de um ano para o outro. A licenciatura em química teve crescimento do número de cursos (7,78%) e pequena elevação no de matrículas (1,12%) em 2012. Em física, o aumento dos cursos foi de 10,38% (27) e o de matrículas 4,01% (1.000).

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