Processo contínuo

Alunos também avaliam o exercício docente

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Graça Totaro, do Colégio Equipe: avaliação desde a contratação (Foto: Gustavo Morita)

Escolas privadas de ensino básico adotam programas de avaliação de professores como forma de garantir a qualidade do ensino. A atividade é feita regularmente e integra o processo pedagógico das escolas.

Em segundo lugar no ranking nacional do Enem de 2008 e primeiro em Minas Gerais, o Colégio Bernoulli, de Belo Horizonte, mantém uma rotina bem definida de avaliações. Segundo o coordenador pedagógico Marcos Raggazzi, no final do 1º semestre os professores se autoavaliam, ao passo que a direção pedagógica realiza uma avaliação institucional para que reflitam sobre seu desempenho e práticas pedagógicas. Em reuniões mensais com os coordenadores de cada disciplina, são discutidos aspectos de suas práticas de ensino e é oferecido um retorno sobre sua atuação.

As avaliações também se balizam pela opinião dos alunos. No final do 1º semestre, eles recebem um formulário, para fazer qualquer tipo de consideração a respeito da escola, inclusive críticas aos professores, coordenadores e direção. No semestre seguinte, respondem a um questionário para a avaliação de aspectos pedagógicos, disciplinares e relacionais dos professores que dão aulas para a sua turma. Com base nessas informações, professor,  coordenadores e o diretor pedagógico se reúnem.

"Avaliamos o desempenho do professor e traçamos estratégias para melhorar, quando necessário." Raggazzi considera a avaliação um dos fatores responsáveis pelo sucesso da escola. "Saber onde existem falhas ou possibilidades de mudanças é indispensável para se obter a excelência."

Já no Colégio Equipe, de São Paulo, o processo tem início na seleção. "Quando o docente é contratado, passa por uma avaliação de currículo, por uma entrevista, uma aula-teste e pela discussão da mesma com um grupo de educadores com o qual irá trabalhar", afirma Graça Totaro, orientadora educacional e pedagógica do ensino médio.

A escola segue dois princípios em relação à avaliação: deve estar pautada em objetivos prestabelecidos e envolver os participantes do processo.

Ao menos uma vez por ano todos os docentes passam por uma avaliação formal, que tem como referência os objetivos determinados para cada profissional. No processo, as metas são discutidas e revistas,  com correções de rumo para o ano seguinte. "Avaliações formais são pautadas por um roteiro preparado pela direção pedagógica, que sempre contempla a possibilidade de inserção de aspectos que cada professor deseje", afirma a orientadora.

Além dos objetivos individuais, também são avaliados itens comuns a todos: planejamento de cada curso (propostas, estratégias, bibliografia sugerida, formas de avaliação dos alunos etc.); a forma como o planejamento é conduzido ao longo do ano; adequação do trabalho às diretrizes de cada série e aos objetivos da instituição; a contribuição e compromisso do trabalho do grupo de educadores da escola.

Mas a iniciativa pode também partir dos docentes. "Muitos, em especial no ensino médio, buscam avaliar o curso e seu trabalho diretamente com os alunos em alguns momentos durante o ano", afirma Graça Totaro.

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