Potencial tecnológico

Fechando as Jornadas Regionais de 2013, regiões de São José do Rio Preto e São José dos Campos demonstram aptidão na formação de tecnólogos …

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Fechando as Jornadas Regionais de 2013, regiões de São José do Rio Preto e São José dos Campos demonstram aptidão na formação de tecnólogos

Por Filipe Jahn

Os últimos encontros das Jornadas Regionais do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp) deste ano foram em São José do Rio Preto e São José dos Campos. Em comum, na avaliação do diretor-executivo do Semesp Rodrigo Capelato, as duas Regiões Administrativas (RA) têm forte potencial para o desenvolvimento do ensino tecnológico.

Nos cursos da área nas instituições privadas de São José dos Campos houve um crescimento de 33,2%, ao se compararem os anos de 2010 e 2011. Um aumento de 4.747 matrículas para 6.323 nesse período. Já em Rio Preto a expansão foi mais tímida, indo de 2.295 estudantes matriculados no primeiro ano para 2.343, um acréscimo de 2,1%. No entanto, para Rodrigo Capelato a região tem uma vocação muito forte para esses tipos de curso. “É uma tendência que precisa ser trabalhada”, comentou durante a palestra ministrada nas Jornadas na cidade.

Vale observar que essa inclinação tecnológica das duas regiões administrativas acompanha o que acontece, de maneira geral, no resto do país. De 2003 a 2011, houve um crescimento de 556% no número de matrículas no Brasil, enquanto de 2010 a 2011, só no Estado de São Paulo, houve um aumento de 5,7%.

Entre os cinco cursos tecnólogicos mais procurado no ensino particular de São José dos Campos, na primeira posição aparece gestão de pessoal / recursos humanos, seguido por gestão logística, análise e desenvolvimento de sistemas, produção industrial e marketing e propaganda. Já em São José do Rio Preto o mais procurado é o de estética e cosmética, seguido por gestão de pessoal /recursos humanos, negócios internacionais, gestão financeira e marketing e propaganda.

Além do modelo tecnológico, outro segmento com bom resultado nas duas regiões é o da evasão. Enquanto a taxa nacional nos cursos presenciais ficou em 35,9% e no estado chegou a 35,5% no ano de 2011, o percentual na RA de São José dos Campos foi de 28,2%, menor que no ano anterior, quando atingiu 29,9%.

Na região de São José do Rio Preto o índice teve uma melhora ainda maior no mesmo período, caindo de 33,3% em 2010 para 28,3% no ano seguinte. Ainda que a evasão seja sempre motivo de preocupação para os gestores, o futuro parece fomentar otimismo. O crescimento esperado nos cursos presenciais da rede privada em 2014 para Rio Preto é de 10%. No caso de São José dos Campos o número chega a 14,6%. Que janeiro chegue logo!

Integração acadêmica e de gestão
Durante as jornadas a vice-presidente acadêmica da Anhanguera Educacional, Ana Maria Costa de Sousa discutiu as estratégias de gestão e os principais desafios das instituições de ensino quando se fala em avaliação institucional. Na visão de Ana Maria, os gestores devem acima de tudo integrar de forma criativa os coordenadores de todas as áreas da instituição, desde a acadêmica, administrativa, financeira, de planejamento, de marketing, até a de TI e recursos humanos. “Isso permite que os planos de ação funcionem de forma adequada”, explica a vice-presidente. Outros temas abordados por especialistas durante os eventos que percorreram todo o Estado de São Paulo foram captação e retenção de alunos, financiamento estudantil e legislação educacional.

 

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