Pedagogia do Oprimido, 40

Fórum Paulo Freire comemora o aniversário de quatro décadas da mais famosa obra do pedagogo com presença de especialistas de vários países

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Há 40 anos, Paulo Freire escreveu, durante seu exílio no Chile, a Pedagogia do oprimido, obra traduzida para mais de 30 idiomas que trata, em linhas gerais, da opressão encontrada na sociedade e no universo educativo – principalmente na alfabetização de adultos. A efeméride é tema central do “6º Encontro Internacional do Fórum Paulo Freire – Globalização, Educação e Movimentos Sociais: 40 Anos da Pedagogia do Oprimido”, evento que reúne conferências e círculos de cultura em São Paulo, entre os dias 16 e 20 de setembro.

Espaço de estudo e atualização do legado do educador, o Fórum tem como objetivo a troca de experiências entre pessoas que desenvolvem pesquisas, trabalhos e práticas a partir da  perspectiva freireana. O último Encontro – eles acontecem de dois em dois anos – aconteceu em Valência, na Espanha, em 2006, e teve como temática “Sendas de Freire: Opressões, Resistências e Emancipações em um Novo Paradigma de Vida”. Para esta edição, o evento foi dividido em dois módulos: conferências e círculos de cultura. Se optar pelas conferências, o interessado tem cinco opções abertas ao público. Entre os palestrantes estão Mario Sergio Cortella e Ladislaw Dowbor, professores da PUC-SP, Antonio Teodoro, da Universidade Lusófona e do Instituto Paulo Freire de Portugal (IPF) e Pep Aparício, do IPF Valência. Outro convidado a participar das conferências, ainda não confirmado, é Augusto Boal, dramaturgo brasileiro e fundador do Teatro do Oprimido.

Já nos círculos de leitura podem participar apenas os que inscreverem trabalhos (ensaios, análises, artigos científicos e relatos de experiências, entre outros). O Encontro também prevê atividades culturais programadas pela organização do evento ou sugeridas a partir do roteiro cultural da cidade. Essas atividades são abertas a todos os participantes, mas as vagas são limitadas de acordo com os espaços em que ocorrerão.


O universo de cada um

Escrita em 1968, período de exílio de Paulo Freire durante a ditadura militar, a Pedagogia do Oprimido esboça os meios para a construção de uma sociedade livre. Na visão do educador, tal quadro só seria possível com o fim da relação de opressão inerente ao sistema capitalista.  Nesse processo, a educação deve ter caráter libertário, já que tem papel fundamental no processo de tomada de consciência por parte do oprimido. Para o pedagogo, o educador envolvido nessa causa deve conhecer o que é próprio de cada comunidade que irá educar – isso significa saber as características de cada realidade e as palavras mais significativas para cada grupo de alunos. O objetivo é simples: o que for ensinado deve fazer parte do cotidiano das pessoas. Freire acreditava que o conhecimento da palavra provoca uma reflexão que leva o oprimido de um estado de ingenuidade para outro, de consciência de sua situação social.


6º Encontro Internacional do Fórum Paulo Freire


Globalização, Educação e Movimentos Sociais: 40 Anos da Pedagogia do Oprimido
De 16 a 20 de setembro de 2008, na PUC-SP
(Rua Monte Alegre, 984 – Perdizes – São Paulo – SP)
Mais informações:
www.paulofreire.org/FPF2008

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