Paul Klee, um “degenerado”

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Como tende a ocorrer sempre que sociedades em crise são enfeitiçadas por discursos autoritários e obscurantistas, diversos artistas brasileiros ingressaram nos últimos anos em listas proibidas. O fundamentalismo religioso e o pensamento político de extrema-direita têm se unido na condenação – e na consequente tentativa de segregação – de obras que consideram “perigosas” ou “danosas”.

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O nazismo fez isso também. Um exemplo grandioso é o do pintor e poeta alemão Paul Klee (1879-1940), “homenageado” pelo III Reich com a inclusão de 17 de suas obras em uma exposição de “arte degenerada” e com a apreensão em coleções públicas de mais de uma centena de seus quadros. Klee não conheceu o desfecho dessa história: ele morreu na Suíça, onde também o consideravam “degenerado”, enquanto as tropas de Hitler tomavam parte da Europa.

Foi-se o III Reich, e ficou a obra de Klee, celebrada pelo Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) com uma exposição aberta em São Paulo, e que será levada em seguida às unidades do Rio de Janeiro (de maio a agosto) e de Belo Horizonte (de agosto a novembro). É a primeira exposição do artista no país desde 1951, e reunirá mais de 100 obras, além de materiais em vídeo que ajudam a compreen­der por que alguém hoje considerado um dos maiores representantes do modernismo foi, a certa altura, condenado por quem mal entendeu o que ele fazia.

Mais informações no site do CCBB-SP: http://culturabancodobrasil.com.br/portal/sao-paulo/

Paul Klee exposição

A obra do modernista Paul Klee foi incompreendida e segregada durante o nazismo (foto: divulgação)

Paul Klee exposição

Foto: divulgação

Sérgio Rizzo é jornalista e professor sergio.rizzo@editorasegmento.com.br

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