Pais opinam sobre o ensino fundamental e público de seus filhos

Satisfação é relativamente alta, com críticas à falta de autoridade

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O Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC) publicou nesta segunda-feira, 23 de maio, os resultados da Pesquisa Nacional Qualidade da Educação: a escola pública na opinião dos pais, um estudo inédito, de âmbito nacional, que relaciona a família, a escola e a educação. Os temas, definidos na primeira etapa do projeto, dizem respeito à qualidade das escolas, às condições institucionais, de infra-estrutura e de ensino e à atuação dos professores e diretores, no universo do ensino fundamental da rede pública das zonas urbanas.

De acordo com a pesquisa, a avaliação da qualidade das escolas em que os filhos estudam tende para o campo negativo. A nota média nacional dada às bibliotecas foi de 6,5 (sendo zero a pior avaliação e dez a melhor), às salas de informática e acesso a computadores, 2,9, às quadras para esportes, 6, e aos bebedouros 6,6 pontos.

Por outro lado, a localização da escola obteve uma nota média nacional de 8,7, o espaço para recreio/lazer 7,8, as salas de aula 7,9, a conservação do prédio e instalações, 7,6, a limpeza de banheiros, 7,1, a higiene da cozinha, 8,2, e a satisfação geral com as instalações da escola ganhou 8,1 pontos. Além disso, em termos gerais, os pais ou responsáveis entrevistados consideram a organização da escola merecedora da nota 8,1, o atendimento dos funcionários da secretaria da escola de 8,3, e a disciplina na escola, 8 pontos.

Em relação aos funcionários, os diretores escolares foram considerados fundamentais para o funcionamento das escolas, porém precisam exercer maior autoridade. As expressões “pulso forte”, “rigoroso”, “exigente” e “disciplinador” foram usadas pelos entrevistados não só para referir-se ao papel do diretor, mas como uma expectativa em relação à escola.

A figura do professor corresponde, para os pais, à responsabilidade direta pela qualidade do ensino, disciplina na sala de aula, motivação dos alunos e pelo sucesso ou fracasso escolar. Os educadores da rede pública são considerados mais capacitados do que os professores da iniciativa privada, por serem admitidos por meio de concursos públicos, e seus salários são reconhecidos como insuficientes ou injustos.

Os entrevistados acreditam que o nível da qualidade do ensino nas escolas públicas diminuiu, e culpam os novos sistemas de avaliação e promoção, que acarretam em um menor empenho de professores e alunos. Um exemplo usado foi o da “aprovação automática”, ou seja, o baixo nível de repetência dos estudantes.

Dos pais ou responsáveis participantes da pesquisa, 58,3% têm até o ensino fundamental incompleto, 7,5% declaram-se analfabetos ou sem nenhuma escolaridade, e apenas 2,8% possuem ensino superior completo. O maior percentual de escolaridade dos pais, 31,1%, foi encontrado no ensino fundamental incompleto. Mais de 73% dos entrevistados declararam uma renda familiar de até três salários mínimos e somente 9% têm renda superior a cinco salários mínimos.

Durante os meses de janeiro e fevereiro de 2005, dez mil pais ou responsáveis

todos os estados brasileiros foram entrevistados para a segunda fase da pesquisa, o que, segundo o documento do Inep, “possibilita o fornecimento de estimativas com nível de confiança de 95%”. A amostra compreendeu, pelo menos, 370 famílias e 20 escolas em cada unidade federativa, no total de 162 cidades do Brasil.

Leia os resultados da pesquisa na íntegra


aqui



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(Fonte: Inep/MEC)



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