O segredo das estantes

Escolas recorrem a empresas especializadas na montagem de acervos e na administração de bibliotecas

Compartilhe
, / 942 0


Como a implantação e o gerenciamento de uma biblioteca escolar demandam conhecimentos específicos, diversas escolas recorrem aos serviços de empresas especializadas para garantir a segurança do investimento. A Prima Informática, por exemplo, atua há 12 anos nesse mercado, desenvolvendo
softwares

específicos para a gestão de bibliotecas, acervos de museus e escolas. Os produtos são atualizados periodicamente e incorporam sugestões dadas pelos usuários. O
software

SophiA Biblioteca foi criado para se adaptar a bibliotecas de instituições com os portes mais variados.

A experiência com o SophiA deu origem ao Philos,
software

exclusivo para bibliotecas escolares, que utiliza linguagem de consulta inspirada na internet, para aproximar leitores mais jovens. Aliás, a consulta pela rede é uma de suas ferramentas para atender a esse público e, ao mesmo tempo, expandir a biblioteca para além dos limites da escola. A maleabilidade é outra característica anunciada pela empresa. O aluguel mais barato do sistema sai por R$ 90 para um colégio com até 500 alunos e quatro mil exemplares em acervo. Para completar o pacote de facilidades aos colégios, o Philos oferece suporte de bibliotecários graduados e parcerias com empresas fornecedoras de códigos de barras e outros equipamentos para bibliotecas.

A formação adequada de um acervo também pode trazer dores de cabeça aos gestores de instituições de ensino. Bibliotecários são especialistas em mediar a informação, e não em compor qualquer tipo de acervo, explica Patrícia Maria de Lima Chaves, bibliotecária de Juazeiro do Norte (CE). Ela trabalha no Colégio Fiúza, que decidiu ampliar suas atividades até o ensino superior, movimento de expansão comum durante os últimos anos em diversas regiões do país. Nasceu, então, a Faculdade Paraíso, mas foi preciso montar acervos específicos nas áreas de direito e administração.

A medida atenda a uma exigência do Ministério da Educação, que não indica como formar o acervo, mas avalia o resultado final. A toque de caixa, Patrícia afirma ter organizado e etiquetado toda a biblioteca para se submeter à avaliação da comissão nomeada pelo MEC. Ao final, obteve conceito A, não só do ministério, mas também, no caso dos livros de direito, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Sua experiência indica que um dos papéis atualmente desempenhados por bibliotecários é “fazer a ponte” entre o professor e a biblioteca.

Para a aquisição de livros, foi importante, segundo ela, a ajuda da SGE Distribuidora de Livros, que também se especializou na indicação de acervos acadêmicos. Marcos Fiorellini, responsável pelo marketing da empresa, explica que o proprietário da SGE, Samir Gomes Elias, pesquisa minuciosamente os títulos mais indicados para cada disciplina. Além disso, a empresa está estruturando um departamento para cuidar exclusivamente da tarefa. Fiorellini vislumbra que a formação de acervos específicos constitui novo campo de especialização para bibliotecários.




Reportagem: Faoze Chibli




Comentários

comentários

PASSWORD RESET

LOG IN