O que você faria para mudar a educação brasileira?

Perguntamos aos nossos colunistas e blogueiros e agora queremos saber a resposta de nossos leitores

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Neste mês de maio, a revista Educação completa 16 anos. Para comemorar essa data, perguntamos aos nossos colunistas e blogueiros: o que você faria para mudar a educação brasileira?


Para Daniel Cara, coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, a resposta está no financiamento. Enquanto o novo Plano Nacional de Educação (PNE) não é aprovado, o primeiro passo seria implementar o Custo Aluno-Qualidade Inicial  (CAQi) por meio do fortalecimento do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).


Já para Beatriz Rey, jornalista, mestranda em Ciência Política e autora do blog Educação e Pesquisa, ainda falta transparência na divulgação dos dados das provas de larga escala.  Para ela, dois problemas graves precisam ser superados: a falta de evidências sobre as validades das provas e a inexistência de indicadores de confiabilidade. “É preciso cobrar transparência em relação a esses dados. Só com todas as informações na mesa poderemos ter certeza de que outras discussões importantíssimas – como a necessidade de melhorar a apropriação pedagógica dos resultados, por exemplo – fazem mais sentido”, afirma.


O educador e ex-diretor da Escola da Ponte, em Portugal, José Pacheco, contribuiria para a reconfiguração e a humanização das escolas, além de uma profunda mudança na formação dos professores. Mas, antes disso, ele lutaria pela desburocratização do sistema, que para ele opõe-se à autonomia das escolas e impede um exercício digno da profissão docente.


Por fim, José Sérgio Fonseca de Carvalho, doutor em filosofia da educação pela Faculdade de Educação da USP, onde leciona para a graduação e a pós-graduação, aposta em escolas que podem não ser perfeitas, mas que sabem acolher seus alunos e a eles propiciar aprendizagens e experiências significativas. “São esses elementos – aparentemente simples – que podem nos guiar na difícil tarefa de pensar as condições para que a escola brasileira mude para melhor. Elementos que colhemos não na imaginação de reformadores pedagógicos ou no pragmatismo míope dos economistas, mas na prática de profissionais da educação que criam escolas viáveis e comprometidas”, escreveu em sua coluna do mês.

E você? O que faria para mudar a educação brasileira? Escreva sua resposta no blog Espaço do Professor.

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