O que os alunos querem da educação

Em palestra no Grande Encontro da Educação, jornalista Tatiana Klix fala sobre resultados de pesquisa que ouviu jovens de 13 a 21 anos sobre seus desejos com relação à escola

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Tatiana Klix, editora-chefe do portal Porvir, expôs dados de pesquisa que ouviu jovens brasileiros sobre o que desejam da educação. (Crédito: Gustavo Morita)

Tatiana Klix, editora-chefe do portal Porvir, expôs dados de pesquisa que ouviu jovens brasileiros sobre o que desejam da educação. (Crédito: Gustavo Morita)

Mais participação, mais uso da tecnologia, mais atividades além dos muros da escola: esses são alguns dos desejos dos jovens com relação à educação, de acordo com pesquisa realizada pelo portal Porvir. O estudo, que ouviu 132 mil jovens de 13 a 21 anos e foi divulgado em setembro de 2016, foi exposto pela jornalista e editora-chefe do site, Tatiana Klix, durante palestra realizada no 3º Grande Encontro da Educação.

Segundo a pesquisa, que teve participação principalmente de jovens da região sudeste (85,4%), 52% dos ouvidos desejam mais participação nas decisões da escola. “Hoje, não há uma organização que faça com que a participação dos alunos seja cotidiana, orgânica”, avalia Tatiana.

Outro ponto importante do estudo foi o desejo dos alunos de que haja mais uso da tecnologia: 51% defendem essa mudança, que deve ir além do acesso ao laboratório de informática. “A tecnologia deve ser usada para transformar a educação”, avalia Tatiana. “Não adianta ter uma lousa digital e dar a mesma aula de sempre.” Um exemplo dado pela jornalista é fazer aulas gamificadas, que se apropriam da lógica de finalizar etapas (as fases dos jogos de videogames) e impõem novos desafios aos alunos.

O desejo do uso da tecnologia, porém, não apaga a vontade de aprender em contato com o mundo real. Sessenta e dois por cento dos jovens ouvidos pela pesquisa defendem mais visitas, passeios e trabalhos fora da escola. De acordo com Tatiana, o resultado aponta uma tendência na educação: o de espaços flexíveis. “A gente aprende na interação com o mundo”, avalia a jornalista.

No dia 30 de agosto, o Portal Porvir disponibilizou um formulário semelhante ao que foi utilizado para a realização da pesquisa divulgada em 2016 (que foi feita online). A ferramenta é aberta às escolas, que podem aplicar o questionário em seus alunos e fazer suas próprias avaliações e comparações.

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