O peso da escola

Ao fazer parte do cotidiano das crianças, escola divide com famílias a responsabilidade por incentivar bons hábitos alimentares

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Problemas no coração e no pulmão, colesterol alto, cansaço nas pernas, diabetes. Males como estes quase parecem exclusividades da vida adulta, mas estão acometendo cada vez mais crianças. O motivo? A obesidade na infância, tema do documentário Muito além do peso, em cartaz em algumas salas de cinema brasileiras. Além de deixar explícitas as responsabilidades que cabem à família e à escola pela educação alimentar das crianças, o filme adverte para a exposição delas a propagandas de produtos pouco ou nada nutritivos, embora cheios de calorias. Mostra ainda realidades de municípios afastados dos grandes centros urbanos onde a oferta de refrigerante e guloseimas industrializadas no comércio ganha da oferta de frutas e legumes – caso de Campo Maior, no Piauí, a 80 quilômetros da capital Teresina.

Dirigido por Estela Renner, o documentário dialoga com o tema da capa do mês de dezembro de Educação. Diante do fato de 33% das crianças brasileiras serem obesas de acordo com o IBGE, o filme conseguiu traçar um mapa completo dos erros cometidos com a alimentação das crianças no âmbito familiar – desde a mamadeira com refrigerante até a permissão para consumir fast food como refeição diária – em todas as regiões do país. Além disso, apontou lacunas existentes no espaço escolar, como a falta de aulas de educação física, de lanches saudáveis e de orientação nutricional. Este cenário é o foco da reportagem “O peso da escola”, da edição 188, que estará nas bancas nas próximas semanas.

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