O movimento maker, versão tecnológica do faça você mesmo, chega à escola

A ideia é dar espaço e valorizar a criação e a descoberta dos alunos

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O que é: a proposta do “faça você mesmo” é dar espaço e valorizar a criação, a descoberta, o pensar de forma diferente. Na Universidade Stanford, nos Estados Unidos, importantes pesquisas têm sido feitas sobre o tema. Uma das iniciativas é o Fablab@School, desenvolvido pelo brasileiro Paulo Blikstein, professor da Faculdade de Educação de Stanford. O pesquisador tem implantado fablabs em escolas do mundo todo. Os espaços são preparados para desenvolver a criatividade e o empreendedorismo e são equipados com impressora 3D, cortadora a laser e instrumentos de robótica.

Como fazer: normalmente o movimento maker demanda um espaço físico a exemplo de um laboratório, onde sejam disponibilizados equipamentos como notebooks, impressora e óculos 3D, softwares e ferramentas. As atividades são desenvolvidas com foco no interesse dos estudantes. Para Paulo Blikstein, do FabLab@School, é fundamental que mais e mais as atividades ligadas ao movimento maker sejam incluídas no currículo como parte fundamental dele, e não apenas como atividades extracurriculares opcionais.

Dificuldades: entre as limitações da implantação de espaços como esse está o custo para a compra de todos os equipamentos necessários. No entanto, máquinas como impressoras 3D e notebooks estão se tornando mais acessíveis, o que pode contribuir para a redução do custo de montagem de um espaço maker nos próximos anos.

Na prática: no início deste ano, o Colégio Bandeirantes, em São Paulo (SP), transformou a antiga sala de informática no espaço-laboratório Hub, local onde professores e alunos do ensino fundamental e do ensino médio podem desenvolver projetos pessoais ou em grupo e fazer todo tipo de experimento. O espaço tem sido usado nos intervalos de aula e no contraturno, além de fazer parte do planejamento de aulas em algumas disciplinas – como ciências, artes, música, física e biologia – e projetos especiais, como a Feira da Ciência. Quem quiser também pode participar de oficinas sobre tecnologia e artes. “Queremos trabalhar a aprendizagem com mais experimentação e investigação”, explica Emerson Bento Pereira, diretor de tecnologia educacional do Bandeirantes.

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