O futuro chegou

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O futuro chegou

Crédito: Shutterstock

Como já dissemos aqui, tecnologias não são boas nem más; determinante, para o bem e para o mal, é o uso que fazemos delas. O fato é que não é mais possível ignorar os avanços que chegam a todo instante, em todas as áreas, incluída a educação. Já passou o tempo em que era comum alguma resistência, falsamente heroica, ao uso das novas ferramentas digitais. Em pouco tempo, todos fomos inercialmente levados a incorporar as novidades. Alguns mais, outros menos.

A escola costuma ser refratária a modismos, ancorada que está em saberes antigos (muitos ainda inquestionáveis). A sala de aula, durante séculos, foi o espaço da reprodução de conhecimento, uma reserva física e moral do humanismo e de ideais iluministas, no melhor dos sentidos. Tudo indica que essa etapa, no mínimo, começou a se encerrar. Ou mudou de patamar.

Aprender a aprender não é um lema novo, contudo. Todo professor sabe que esta é uma de suas principais tarefas: transmitir aos alunos a segurança para que possam seguir de forma autônoma rumo aos seus objetivos enquanto cidadãos e indivíduos. Hoje, essa autonomia está vinculada à capacidade de cada um de nós interagir com um mundo complexo e em constante mutação. E irreversivelmente tecnológico.

Alfabetização deixou de ser só letramento. Saber ler e escrever algoritmos passou a ser quase uma terceira língua obrigatória, aquela que vai determinar, em breve, quem será capaz de ditar as próximas páginas da nossa história. Infelizmente, por impedimentos econômicos e culturais, nem todos terão acesso a esses saberes contemporâneos — o principal motivo para que aqueles que o tenham façam o melhor uso dessa oportunidade. O futuro chegou.

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