O educador ecológico

Como um guia, livro propõe reflexões e exercícios para estimular a consciência dos alunos

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Cada pessoa tem uma iniciativa diferente com o lixo que produz. Isso fica evidente quando se caminha pelas ruas de uma cidade grande como São Paulo. Pacotes de alimentos, sacolas plásticas, latas, garrafas, sobras de comida, móveis velhos e vários outros tipos de restos podem ser encontrados pelo caminho, inclusive em áreas verdes, como praças e parques. Em cenários que lembram tudo menos o equilíbrio do ambiente em que se vive, é provável que muitos questionem qual a dificuldade do outro em dar dois passos a mais para colocar o lixo no cesto ou esperar até encontrar um. Podem se perguntar ainda como esse outro – que se livra dos resí­duos em qualquer lugar, até da janela do carro – pode ter passado pela Educação Básica ou familiar e não praticar o mínimo de uma conduta de preservação ambiental.
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É justamente a questão “Como educar neste mundo em desequilíbrio?” que tenta responder a psicóloga Ana Mansoldo, especialista em Educação Ambiental pelo Centro de Estudos e Pesquisas Educacionais de Minas Gerais (CEPEMG), no livro Educação ambiental na perspectiva da ecologia integral. De forma muito didática, o texto problematiza temas como a reciclagem, o desperdício de água, o direito dos animais à vida digna e os conceitos de ecologia integral, da natureza, pessoal e social.


Logo na introdução, a autora propõe a reflexão sobre qual deve ser o foco da educação ambiental, expressando não achar justo colocar toda a expectativa de recuperação do equilíbrio do mundo na criança. Em sua visão, essa responsabilidade precisa ser assumida pelo adulto, principalmente pelo educador, que pode se tornar um exemplo. Mais à frente, no capítulo “Consumismo: ilusão e felicidade”, ela aponta, no entanto, que uma educação para o consumo consciente deve ter como principal foco a infância, mais vulnerável a propagandas que estimulam o desejo por supérfluos.


O livro faz ainda um alerta sobre a reciclagem e a necessidade de mudar o que se espera dela. Na opinião da autora, hoje esse processo representa muito mais um “alívio no sentimento de culpa do consumidor” do que uma solução para o desequilíbrio da produção de lixo e o consumo desenfreado. Na última parte do volume, todas as ideias apresentadas são exploradas em propostas de exercícios reflexivos que pretendem despertar o interesse do educando por uma ecologia na qual tudo e todos estão interligados.

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