Novo ciclo do PNAIC será voltado para as artes, ciências humanas e ciências da natureza

Após módulos de formação com foco em língua portuguesa e matemática, MEC optou por expandir o programa para as demais áreas do conhecimento

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O Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC) encerra em março o segundo ciclo de formação, cuja ênfase foi a alfabetização matemática. No total, foram registradas 316.762 matrículas, sendo a maioria em São Paulo (13%), Minas Gerais (10%) e Bahia (9%). Os três estados também estão entre os que mais concentram professores nos anos iniciais do ensino fundamental (veja na tabela).

Com o encerramento dos dois módulos – o primeiro teve como foco a língua portuguesa -, o MEC optou por ampliar o programa, estendendo-o para as demais áreas do conhecimento. A nova etapa de formação começa em abril e, assim como as demais, terá duração de 120 horas. A arte, as ciências da natureza e as ciências humanas no ciclo de alfabetização são alguns dos temas que serão trabalhados com os professores que estão seguindo o programa desde o início.

Criado em 2012, o PNAIC busca assegurar que todas as crianças estejam alfabetizadas até os 8 anos de idade (3º ano do ensino fundamental), faixa etária considerada tardia para muitos especialistas. Apesar disso, o percentual de jovens que ainda não sabem ler nem escrever nessa idade é de 15,2% segundo o mais recente Censo Demográfico do IBGE (2010). A metodologia do PNAIC propõe estudos e atividades práticas para atualizar ou aprofundar a formação dos alfabetizadores da rede pública e seus resultados foram aferidos na primeira edição da Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA). A prova foi realizada em 2013 com alunos do 3º ano matriculados em escolas que aderiram ao pacto, mas, diferentemente de outros exames de larga escala, os relatórios de desempenho da ANA foram disponibilizados apenas às escolas a fim de evitar comparações que pudessem prejudicar as crianças.

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