Nos EUA, entidades querem convencer gestores públicos a estabelecer um ensino artístico interdisciplinar

No Brasil, também se discute a inclusão de artes visuais, dança e teatro como disciplinas obrigatórias da Educação Básica

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As avaliações de larga escala ganharam uma importância tão grande nos Estados Unidos que muitas escolas, na ânsia de melhorar o desempenho de seus alunos nos resultados em matemática e linguagens, suprimiram da grade curricular as aulas de música, dança, teatro e outras expressões artísticas. Hoje, somente em 25 estados e no Distrito de Columbia as disciplinas artísticas são obrigatórias no ensino médio. Mas essa situação pode mudar com a coalizão formada por um grupo de entidades artísticas. Com base em experiências de sala de aula, elas elaboraram um currículo para o ensino de artes nos moldes do Common Core, a base curricular dos Estados Unidos, e estão fazendo lobby junto aos gestores públicos para convencê-los a adotar os parâmetros. Três estados já o fizeram – Arkansas, Kansas e Nebraska – e dez estão em via de adotá-lo, segundo Narric Rome, uma das lideranças do pacto. O documento estabelece um ensino artístico interdisciplinar e acrescenta uma quinta categoria: as artes midiáticas. No Brasil, está em discussão a inclusão, como disciplinas obrigatórias da Educação Básica, as artes visuais, a dança, a música e o teatro. Hoje, apenas o ensino de música é obrigatório nas aulas de artes. A proposta, que altera a LDB, ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

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