“No ensino médio, observava meus professores e me imaginava ajudando os alunos a descobrir como as coisas funcionam”


Nesse Dia do Professor, conversamos com professores que se consideram realizados na carreira docente. Veja abaixo o relato do professor Adjalma Rodrigues

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Divulgação
Adjalma Rodrigues, professor há 23 anos
 


Poderia ter sido técnico de manutenção de montanha-russa. As pessoas iriam chegar emocionadas e ansiosas, tudo seria pura adrenalina, muitos risos e choros. Ao final, todo mundo iria embora me agradecendo pela diversão e prometendo que voltariam.


Mas eu escolhi, ainda jovem, ser professor. Observava meus professores do ensino médio e da faculdade. Me imaginava dizendo aquelas coisas importantes, ajudando os alunos a descobrir como as coisas funcionavam ou porque eram assim.


Poderia ter sido disc jockey. As pessoas iriam chegar emocionadas e ansiosas, tudo seria pura adrenalina, muita diversão, azaração, romance. Ao final, todo mundo dizendo que eu poderia animar outra festa um dia desses.


Mas eu escolhi, aos 24 anos, abandonar uma carreira promissora em uma indústria química que produzia aço, porque eu descobri que não gostava de produzir aço, mas, sim, de ensinar o que era o aço. Decidi ser professor.


Poderia ter sido designer de games. Os jovens baixariam meus jogos, emocionados e ansiosos para instalá-los e iriam passar o resto do dia e da noite jogando, rindo, pura adrenalina, comentando com os colegas que comprariam outro jogo meu assim que sobrasse uma grana.


Mas a alegria que eu escolhi compartilhar é outra. Não a cheia de adrenalina como a de uma montanha-russa, uma festa ou um jogo de computador. Mas aquela alegria discreta, serena, escondidinha lá no fundo, que vejo no olho dos alunos quando eles conferem a resposta comigo e descobrem que acertaram, ou quando eles finalmente entendem porque aquilo é assim e não do outro jeito. Quando vão embora, poucas vezes dizem que adoraram. Com certeza nunca prometem que vão voltar, mas eu sei que essa alegria que lhes dei, vão carregar pra sempre. E que se tornaram pessoas melhores.


É por isso que eu poderia ser uma porção de coisas, mas hoje sou professor.

Adjalma Rodrigues, professor de química do Colégio Magnum

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