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GESTÃO | Edição 207

Grupo de trabalho prepara 8º Seminário de Tecnologia Semesp com foco na entrada da área de TI na gestão estratégica das instituições de ensino

por Rubem Barros

© Gustavo Morita

Enquanto a indústria de ponta já começa a discutir como será o seu formato 4.0, caracterizado por alto nível de automação e eficiência produtiva por meio de sistemas integrados e inteligentes, outros setores ainda buscam um salto anterior para a área de tecnologia da informação. Como acontece em muitas instituições de ensino superior, trata-se da entrada da TI na gestão estratégica para balizar a tomada de decisões.

Tendo esse tema como ideia inicial, o Semesp constituiu um grupo de trabalho sobre TI, que será o responsável pela elaboração da pauta do 8º Seminário de Tecnologia Semesp, que acontecerá em 28 de outubro. Até lá, o grupo, coordenado pelo consultor César Fava e formado por representantes das instituições Fecap, UniSantos, UniFeob, Flamingo, Unifai e Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho, além do também consultor Davi Bets, deverá se reunir mais três vezes para desenhar o evento de acordo com as demandas das instituições.

O primeiro encontro aconteceu em fevereiro, e nele ficou definido que o grupo terá um mediador que sintetizará as discussões para todos após as reuniões e que os participantes deverão indicar casos com ações significativas das IES para discussão. Também deverá ser criada uma carta de intenções para a área de TI. Segundo o professor Davi Bets, a carta deverá “permear estrategicamente todas as áreas envolvidas das IES para mostrar que TI pode ajudar a definir políticas estratégicas de competitividade, como na captação de alunos ou para evitar a evasão”.

O coordenador César Fava enfatiza que, em especial em momentos de crise como o que o Brasil está passando, a área de TI pode contribuir muito para maximizar resultados, desde que esteja presente desde o planejamento e que suas ferramentas analíticas sejam usadas para acompanhamento sistemático de resultados. Além disso, deve ser área parceira do marketing. Como exemplo, cita o caso de instituições que abriram aos alunos o acesso ao wi-fi com o objetivo de ampliar o relacionamento com eles.

Segundo Ronaldo Araújo Pinto, coordenador de Desenvolvimento da Fecap, o grupo reúne profissionais de TI do setor educacional para que ajudem a expandir o campo de atuação nas IES. “Com o Big Data, a tecnologia está tomando grande dimensão em todas as áreas. Precisamos caminhar juntos”, diz.

Há cerca de quatro anos, a Fecap tomou uma decisão que ajudou a dar relevância ao trabalho realizado. A área de tecnologia foi dividida em duas, uma voltada ao suporte, e outra, a sua, ao desenvolvimento de sistemas. “Tornou-se uma área primordial, pois apresenta soluções para alunos e professores com muita agilidade”, avalia.

Entre outras iniciativas, Ronaldo destaca o ambiente para criação de provas, todo via web, com os professores enviando à coordenação e estes diretamente à impressão. “Hoje já é comum, mas quando lançamos era inédito”, lembra. Ele também destaca os serviços baseados na plataforma mobile, que facilitam e dão qualidade à comunicação entre instituição e alunos, além de oferecer serviços orientados aos processos de captação e retenção.

A TI também terá papel relevante nas jornadas regionais do Semesp, escolhida pelas instituições como tema a ser aprofundado nesta 12ª edição do evento.

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