Na Espanha, escolas de negócios abandonam o modelo tradicional de aulas

IE, IESE e ESADE são algumas que estão trabalhando com novas metodologias de ensino

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As três principais escolas de negócios da Espanha – IE, IESE e ESADE – estão dando adeus às aulas tradicionais, àquelas em que alunos basicamente assistem a explanações feitas por professores. A medida é um reconhecimento de que, para os estudantes, o importante é adquirir novas competências, e não memorizar conteúdos extraídos de livros, como mostrou reportagem publicada pelo El País. De acordo com o jornal, atualmente há quatro linhas de discussão abertas relacionadas com a formação de líderes: como inovar no método de ensino, como criar conhecimentos, como devem ser dirigidas as escolas de negócios e como promover a internacionalização.

Sobre o último aspecto, o presidente da IE, Santiago Íñiguez de Onzoño, afirma que a internacionalização é um processo irreversível e que as escolas que fecharem suas portas aos estrangeiros ficarão ilhadas. O comentário de Onzoño é uma referência às posições populistas anti-internacionalistas em voga nesse contexto de crise econômica que podem induzir algumas escolas a adotarem medidas de restrição aos imigrantes.

Já o professor de direção estratégica Pankaj Ghemawat, do IESE, afirmou que a tendência é que os programas tenham mais contato com a Ásia, considerando tanto a importâncias das economias chinesa e indiana como o alto número de estudantes asiáticos que procuram as escolas europeias em detrimento das americanas.

Sobre as inovações metodológicas, é destacado o caso da Esade, que está trabalhando com o conceito da sala de aula invertida, além de ter eliminado a organização por disciplinas. O conhecimento é trabalhado de forma multidisciplinar.

Quanto à administração das escolas, o que se discute é como manter os gestores por mais tempo em seus postos sem que isso seja encarado como um imobilismo. O objetivo dessa mudança é garantir o sucesso dos projetos implantados, que dependem de uma constância na direção, avaliam os entrevistados. Além disso, está cada vez mais claro que não bastam competências técnicas para assumir os postos de direção. Empatia e formação humanística também devem contar na hora de selecionar os funcionários que ocuparão os postos de direção.

 

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