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Curso de formação em arte contemporânea na 30ª Bienal: professores são convidados a vendar olhos para experimentar sensações antes de verem as obrasDe dois …

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Gustavo Morita
Curso de formação em arte contemporânea na 30ª Bienal: professores são convidados a vendar olhos para experimentar sensações antes de verem as obras

De dois em dois
Desde 2010, o programa Educativo da Bienal de Artes de São Paulo tem uma agenda dedicada a cursos de formação para professores e educadores. Em sua 30ª edição – A iminência das poéticas -, a mostra já reuniu mais de 17.500 docentes e educadores sociais em 143 encontros. Os números tendem a crescer, pois a exposição fica aberta até o dia 9 de dezembro de 2012 e a programação do Educativo também.


Como acontece em todo ano de Bienal, nesta edição há instalações que remetem à estética do universo infantil, a exemplo das esculturas coloridas produzidas em tecido pela artista Sheila Hicks, que chamam a atenção logo na entrada do prédio projetado por Oscar Niemeyer. Diante da obra da artista, repleta de texturas, é possível cogitar que ela tenha descoberto todos os fios e tons existentes.


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Esse encontro com novas linguagens, que desperta a curiosidade e amplia o sentido intelectual de cultura, é o que norteia o livro De dois em dois, um passeio pelas Bienais. Escrito pela artista Renata Sant’anna, a linguista Maria do Carmo Carvalho e o arquiteto Edgard Bittencourt, o volume apresenta um histórico e as curiosidades das montagens do evento desde 1951, quando foi criado, recuperando a memória de diversos artistas que marcaram o Ibirapuera, como os quadros de Paul Klee, na Bienal de 1953, os murais grafitados de Keith Haring, na edição de 1984, e os escorregadores do holandês Carsten Höller, em 2008.


30ª Bienal de Artes de São Paulo
Até 9 de dezembro de 2012;
entrada gratuita.
Pavilhão Ciccillo Matarazzo,
Parque do Ibirapuera
Portão 3 – São Paulo, SP
Programação em: www.bienal.org.br


Aprender dormindo é possível?
Há muito se defende uma boa noite de sono como fundamental para consolidar aprendizados, embora nunca tenha sido provado que os seres humanos são capazes de aprender algo novo. Um estudo publicado no periódico Nature Neuroscience dá um passo à frente e sugere que homens e mulheres conseguem, ao menos, relacionar sons e odores enquanto dormem.


A pesquisa, realizada no Instituto Weizmann de Ciências, em Israel, observou 55 pessoas. Enquanto dormiam, elas usavam uma máscara que liberava odores agradáveis ou desagradáveis – como perfume e cheiro de peixe – ao mesmo tempo em que diferentes sons eram emitidos.


Durante o sono, ao sentirem um odor ruim, os participantes passaram a respirar rápido e superficialmente. Quando expostos a um odor agradável, respiraram profundamente. Depois, sem a presença de qualquer cheiro, reagiam aos sons relacionados aos odores da mesma forma, até mesmo quando estavam acordados








Médias comparadas

O relatório Education at a glance (“Olhar sobre educação”), lançado em setembro pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), destacou sobre o Brasil as já sabidas baixas nas médias de investimento no setor. Dessa vez, comparadas às médias dos países da OCDE.


Uma delas é o valor anual investido por aluno. Enquanto a média da OCDE é de US$ 9.252 por ano, no Brasil é quase quatro vezes menor: US$ 2.647. Mais para o ensino fundamental (US$ 2.405) do que para o ensino médio (US$ 2.235).


Em 2009, 5,5% do PIB do país foi gasto na área, abaixo da média de 6,23%. Foram 4,23% na Educação Básica, 0,8% no ensino superior e 0,04% em pesquisa e extensão.








Mapa do trabalho infantil

Apesar de o trabalho para crianças e adolescentes com menos de 16 anos ser proibido no Brasil, 638.412 meninos e meninas estão nessa condição: exercem atividades econômicas ou fazem serviços domésticos durante mais de 28 horas por semana. O dado foi obtido na análise dos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e divulgado em setembro no relatório Todas as crianças na escola em 2012: Iniciativa global pelas crianças fora da escola, lançado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e Campanha Nacional pelo Direito à Educação.


Do total de crianças trabalhadoras, 42.135 (6,6%) não frequentam a escola.  Os jovens mais afetados são negros, do sexo masculino e vivem nas zonas urbanas.






Gustavo Morita
Biblioteca dentro da sala
As 400 mil classes de alfabetização das escolas públicas brasileiras deverão ter, obrigatoriamente, uma minibiblioteca com 25 livros de literatura para estimular a leitura a partir da própria sala de aula. O programa deve ser colocado em prática a partir de 2013, como parte do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, do MEC. O plano pretende garantir que todas as crianças cheguem aos 8 anos de idade, no final do 3º ano do ensino fundamental, plenamente alfabetizadas. No total, 10 milhões de livros devem ser distribuídos.


O Pacto inclui bolsas de estudos para formar professores próprios para a alfabetização em 36 universidades públicas e a realização de avaliações de alunos no final do 3º ano. A primeira prova está prevista para novembro de 2014.

Vai ter prova?
Criada em 2010, a primeira edição da Prova Nacional de Concurso para o Ingresso na Carreira Docente tem sido adiada ano a ano desde então. Depois de ficar para 2012, o exame foi novamente remarcado. Agora, está previsto para setembro de 2013. A ideia do MEC é aplicar uma avaliação unificada e, por meio dela, selecionar professores para as redes dos municípios e estados que escolherem aderir ao teste em vez de formular seus próprios concursos.


De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), o foco da primeira prova será a seleção de docentes para o ensino fundamental 1. O exame, que é considerado pelo Inep como pronto para ser aplicado, deve avaliar os professores em três âmbitos, segundo sua matriz: profissão docente e cidadania, trabalho pedagógico e domínio de conteúdos curriculares. Serão cobrados conhecimentos em língua portuguesa, matemática, história, artes, políticas educacionais e gestão do trabalho pedagógico.








Internet mais veloz

A velocidade da conexão de internet nas escolas da rede pública no Brasil é de 2 megabytes por segundo, o que é considerado insuficiente a depender da quantidade de alunos da escola. A situação deve mudar a partir de 2013. De acordo com o MEC e o Ministério das Comunicações, um mapeamento está sendo feito para identificar em quais das 18 mil escolas a velocidade da banda larga precisa aumentar.


Em muitas unidades, no entanto, o problema é mais elementar. De acordo com o Censo Escolar 2011, feito pelo Inep, 55,9% das escolas públicas de ensino fundamental não têm laboratório de informática e estão sem acesso à internet. As dificuldades são maiores em duas regiões do país. Na região Norte, somente 18,7% das escolas possuem algum tipo de acesso à rede. No Nordeste, elas são 25,3%.


O dado contrasta com a informação de que 79,5% dos alunos dessa etapa usam a internet dentro das escolas públicas, o que é explicado pela quantidade de matrículas – concentrada nas unidades onde há mais infraestrutura e menor  naquelas pouco equipadas.






iStockphotos
Educação dos sonhos engana pais chineses
A busca por uma vantagem para os filhos em um sistema de ensino altamente competitivo pode levá-los a acreditar em oportunidades boas demais para ser verdade. Na China, um curso de verão garantia um resultado que encheu os olhos dos pais de 30 estudantes com idade entre 7 e 17 anos: ensinar crianças a ler um livro em 20 segundos e identificar cartas de pôquer pelo toque. Depois, veio a frustração com o que parece evidente: as crianças de Xangai não aprenderam o esperado e o investimento individual de 100 mil iuanes, que equivale a aproximadamente R$ 32 mil, foi por água abaixo.

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