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O Lago das Ninfeias, Harmonia Verde (Le bassin aux nymphéas, harmonie verte), óleo sobre tela de Monet (1899)Gênios impressionistasO que faz de um Monet …

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Reprodução
O Lago das Ninfeias, Harmonia Verde (Le bassin aux nymphéas, harmonie verte), óleo sobre tela de Monet (1899)
Gênios impressionistas
O que faz de um Monet um Monet? O que faz de um Degas um Degas? E o que faz de Van Gogh um Van Gogh? As perguntas são os títulos de três livros da famosa coleção “O que faz de um mestre um mestre?”, do MetropolitanMuseumofArt de Nova York. São volumes de sucesso desde a década de 1990 por destacarem detalhes de obras que sintetizam os estilos de diferentes expoentes da arte ocidental, incluindo estes três ícones impressionistas – uma didática e consistente iniciação às cores, formas, composições e temáticas que tornam cada artista único. Nesse mesmo sentido, a exposição Impressionismo: Paris e a modernidade ajuda a responder às questões que dão nomes aos livros, oferecendo a oportunidade de apreciar de perto os quadros desses e de outros representantes do movimento, surgido na França na segunda metade do século 19, e assim entender o que faz de tais artistas verdadeiros gênios.


Após uma temporada em São Paulo, que levou 325 mil visitantes a filas de até quatro horas de duração, o acervo formado por 85 obras do Museu d’Orsay, de Paris, fica aberto ao público no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro até o dia 13 de janeiro de 2013. De lá, parte para Madri, na Espanha.


Das paisagens de Claude Monet, passando pela criança anônima retratada emTocador de pífaro de Édouard Manet, bailarinas de Edgar Degas, cenas familiares de Pierre-Auguste Renoir, até o pós-impressionismo das camponesas de Paul Gauguin e do Salão de dança em Arles, de Vincent van Gogh, a exposição reúne um panorama do movimento até o começo do século 20. O elenco de mestres não termina aqui. De maneira mais discreta, também se fazem presentes obras de Paul Cézanne, Henri Toulouse-Lautrec, Camille Pissarro, Gustave Courbet, Jules Lefebvre, entre outros.


Impressionismo: Paris e a modernidade
De terça a domingo, das 9h às 21h, até 13 de janeiro de 2013
Centro Cultural Banco do Brasil – Rio de Janeiro
Rua Primeiro de Março, 66 – Rio de Janeiro (RJ)
Entrada gratuita.
A exposição possui programa educativo.
Tel.: 21 3808-2020









A vida de Malala








Veronique de Viguerie/Getty Images
Malala, em 2009, à época da filmagem do documentário
“Eu quero me tornar médica, esse é meu único sonho, mas o meu pai falou que tenho de me tornar política, mas eu não gosto de política.” A singela declaração de Malala Yousafzai, a menina que foi alvo de um atentado a tiros do Talibã em outubro por denunciar a proibição de escolas para mulheres no Paquistão, está no vídeo-documentário Class dismissed (Aula negada, em tradução livre).


Realizado em 2009 pelo jornalista Adam Ellik, do The New York Times, o filme mostra, a partir da história de Malala, a repressão da milícia sobre a população do vale de Swat, região a noroeste do país que ficou sob o domínio dos fundamentalistas islâmicos entre 2007 e 2009. Durante esse período, as escolas para meninas foram fechadas e muitas delas destruídas pelo Talibã, o que deixou cerca de 50 mil garotas sem aulas. O documentário de 32 minutos está disponível, em inglês, na seção de vídeos do diário: www.nytimes.com/video.








Eles não querem lecionar
A metade dos estudantes dos cursos de licenciatura em matemática, física ou pedagogia e bacharelado em medicina da Universidade de São Paulo não têm interesse em atuar como professores da Educação Básica. É o que indica o estudo para a dissertação de mestrado de Luciana França Leme, da Faculdade de Educação da USP (Feusp). Motivada pela insuficiência de docentes no Brasil, sobretudo na área de exatas, ela aplicou 512 questionários a ingressantes dos quatro cursos.


Na licenciatura em física, 52% dos alunos não planejavam lecionar ou tinham dúvidas sobre essa possibilidade – mesma situação de 48% dos estudantes de matemática. Nesses casos, a escolha por um dos cursos se deu por eles serem gratuitos e úteis em outras profissões. Ainda segundo a pesquisa, muitos pensam em seguir carreira acadêmica na universidade.


Em pedagogia, 30% dos estudantes não querem lecionar ou ainda têm dúvidas. Os salários são apontados como fator decisivo para escolher ou não ser professor. Aqueles que optaram pelo magistério souberam dizer qual é a remuneração docente, ao contrário daqueles que não têm interesse no trabalho.


Já em medicina, 15% dos alunos cogitaram serem professores alguma vez e a maioria deles manifestou interesse em lecionar para o ensino médio. De acordo com a pesquisa, as condições de trabalho e a remuneração do magistério são vistas como impeditivos por esses alunos, que, no entanto, revelam grande respeito pela profissão e reconhecem sua importância na sociedade.

Biblioteca mundial na rede
Organizado pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, um acervo de imagens com conteúdos de história, geografia e literatura está disponível na internet. A Biblioteca Mundial Digital reúne jornais, fotografias, mapas, livros, manuscritos, filmes e registros fonográficos, entre outros materiais de coleções particulares e museus de vários países. O mapa acima, correspondente ao período colonial do Brasil, por exemplo, foi publicado no em 1565, em Veneza (Itália) e está atualmente na Biblioteca Nacional (RJ), que também tem parte de seu acervo digitalizada. As pesquisas podem ser feitas em português, inglês, espanhol, francês, entre outros idiomas, e as buscas são realizadas por tema, lugar, período, tipo de item e instituição de origem. O endereço da World Digital Library é www.wdl.org.









Literatura brasileira para o mundo ver


Contos, romances e outros textos de autores brasileiros traduzidos para o inglês e o espanhol. Com o propósito de difundir a literatura do país, a Fundação Biblioteca Nacional lançou em outubro, na Feira de Frankfurt (Alemanha), a revista Machado de Assis, que recebe, até o dia 20 de novembro, produções de autores que tenham interesse em colaborar com as duas próximas edições. O foco do segundo número é ficção e poesia – com a possibilidade de publicar traduções também para o alemão. Já o tema do terceiro número será literatura infantojuvenil. Em sua estreia, a revista reuniu obras de Machado de Assis, Aluizio Azevedo, Cristóvão Tezza, entre outros. Tudo on-line em www.machadodeassismagazine.bn.br.

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