Mídia em cinco atos

Vertentes da comunicação na escola vão desde a divulgação de notícias no mural até a transmissão de programas de rádio

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A tecnologia não é fator limitante ao desenvolvimento de veículos de comunicação com participação de crianças e adolescentes. O essencial é criatividade para mobilizar os alunos em tarefa significativa para eles. Até mesmo revistas e jornais velhos servem de matéria-prima para se incentivar a visão crítica e aumentar a percepção dos alunos sobre a construção subjetiva da realidade. Confira as principais vertentes da comunicação na escola:


Jornal mural –

Uma das soluções mais baratas: requer apenas espaço em parede comunitária da escola. Normalmente, utiliza-se um quadro onde podem ser fixados comunicados importantes, notícias, mudanças na organização escolar e outros assuntos. É possível aumentar a participação dos alunos ao se organizar grupos responsáveis pelo conteúdo e a atualização das notícias. Também pode ser um espaço reservado à valorização de produções literárias e outras manifestações criativas, como desenhos.


Jornal estudantil –

A produção de um jornal ou revista pelos próprios estudantes é um processo complexo, que envolve todas as disciplinas, além de saberes específicos do jornalismo. Normalmente, um profissional de comunicação faz a ponte entre as idéias e necessidades da comunidade escolar e a linguagem do jornalismo impresso. Periódicos podem ser produzidos com uma simples máquina de fotocópia; para se chegar a uma revista ou jornal, no entanto, é necessária a etapa de produção gráfica. Quando a escola não tem recursos para isso, a mobilização e a parceria com organizações sociais são fundamentais.


Livro de história do ano –

Recortes de notícias coletadas ao longo de um ano podem ser organizados, com auxílio do educador, e se tornarem um livro. O propósito fundamental é demonstrar, por meio da prática, a construção subjetiva da realidade segundo interesses e pontos de vista determinados. Pode-se comparar os livros feitos por diferentes salas, para que os alunos percebam a diversidade (ou semelhança) de suas percepções. Ou, ainda, contrapor as notícias à leitura histórica dos livros didáticos, embora a proposta não se restrinja à disciplina de história.


Site na Internet –

A construção de sites vem se tornando mais simples. É provável que todas as escolas tenham entre seus alunos jovens capazes de utilizar ferramentas para desenvolver páginas na internet. Os
blogs

e comunidades virtuais também surgem como ponto de encontro adicional ao espaço físico do colégio. Trazer o conhecimento dos alunos à tona, oferecer treinamento e aglutinar propostas são desafios para que a escola desenvolva comunicação pela internet. A participação de pais pode ser negociada, respeitando-se a privacidade de todos.


Rádio –

A agilidade do rádio parece ter achado um habitat ideal em instituições de ensino. O equipamento não é caro e experiências na rede pública se multiplicam pelo Brasil. É preciso, como em todos os exemplos, dominar a sua linguagem técnica e instrumental. Esse veículo, entretanto, é muito presente na vida de crianças e adolescentes. A música é só mais um ingrediente na receita do rádio, que dita e debate padrões de consumo e comportamento. Isso valoriza sua utilização na escola, pelo alto grau de intimidade com a cultura juvenil.



Reportagem: Faoze Chibli




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