Menos da metade das escolas indígenas contam com professores da própria comunidade

De um total de 15.289 docentes, apenas 7321 têm origem indígena

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Gustavo Morita
Por meio de um manifesto, professores reivindicaram um sistema de ensino que respeite e preserve a cultura indígena

Menos da metade das escolas indígenas contam com professores oriundos da comunidade. De um total de 15.289 docentes – que atuam em 2.954 instituições em todo o Brasil –, apenas 7.321 têm origem indígena, conforme dados do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). Com o objetivo de mudar esse quadro e reivindicar um sistema de ensino que respeite as crenças, valores e a identidade cultural das comunidades indígenas, mais de 100 professores, representando 49 etnias de todas as regiões do país, apresentaram na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, realizada em Brasília, o Manifesto sobre a educação escolar indígena no Brasil – Por uma educação descolonial e libertadora. O dossiê é composto por 12 capítulos e abrange temas como a formação docente, legislação e a infraestrutura das escolas. Segundo o documento, há experiências em andamento que mostram a viabilidade de organizar a educação em “sistemas abertos”, sem separações rígidas entre classes ou séries, modelo considerado mais adequado aos princípios educativos indígenas, que valoriza o aprender fazendo e o aprender com os mais velhos. Porém, como é enfatizado no texto, não bastam mudanças superficiais para produzir uma escola que respeite e ajude a preservar a cultura indígena. É preciso alterar toda a estrutura da escola, incluindo sua lógica de funcionamento. 

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