Maurício Quintella Malta Lessa

secretário de Educação de Alagoas

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Qual o diagnóstico que você faz da educação básica no Brasil? Quais os principais problemas, avanços e retrocessos que a educação vive?




É possível constatar que o Estado brasileiro demonstrou um expressivo avanço no atendimento a esse nível de ensino. No fim da última década do século passado, o ensino fundamental já havia atingido o índice de cobertura de 95,5% da demanda existente. Esse número nos aproxima dos países desenvolvidos, que já atingiram a completa universalização desse segmento. Já o ensino médio teve grande expansão na sua cobertura, decorrente da política de democratização nesse nível de ensino. Esse resultado está diretamente relacionado às políticas inovadoras introduzidas no sistema educacional brasileiro, entre elas o Fundef, o programa de expansão do ensino médio, livro didático, a bolsa-escola, o sistema de avaliação e de informação de resultados. Apesar do cenário positivo, ainda não conseguimos superar o maior problema socioeducacional brasileiro que é o expressivo índice de analfabetos absolutos em todo o Brasil.




 





Na sua opinião, qual é o principal desafio para alavancar o desenvolvimento e a qualidade da educação em nosso país?





Atingir 100% da cobertura da educação básica com qualidade, ou seja, assegurar condições para a realização da aprendizagem e a criação das oportunidades. Para isso, é preciso assegurar a inclusão, a valorização profissional, o aumento de anos na escola, o investimento em recursos didáticos, informatização das unidades escolares etc.




 





Qual o cenário da educação no Estado de Alagoas? Quais seus grandes problemas?





O compromisso na democratização do acesso à educação básica, estabelecido como prioridade na gestão Ronaldo Lessa, permitiu que a educação de Alagoas atingisse nos últimos anos o maior índice de cobertura já visto no Estado. Atualmente o ensino fundamental atende a 98% da demanda. Já o ensino médio teve o maior índice de expansão do Brasil: 560%. Como dificuldades temos a carência de profissionais licenciados nas disciplinas das ciências exatas e da natureza, o que tem dificultado o atendimento às escolas de ensino fundamental de 5ª a 8ª série, e principalmente nas turmas de ensino médio.



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