Maria Irene de Matos Maluf

presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia

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Qual o diagnóstico que você faz da educação básica no Brasil? Quais os principais problemas, avanços e retrocessos que a educação vive?




Apesar de tantos esforços e mudanças havidas ao longo destes últimos anos, a educação básica continua deficitária. Não faltam só escolas: faltam investimentos materiais e preparo de profissionais capazes de utilizá-los. Faltam professores bem formados, bem remunerados, com tempo e meios para se atualizarem. Falta o atendimento especializado em psicopedagogia nas escolas, apesar deste ter sido aprovado por lei, por exemplo, no Estado de São Paulo (Lei n
o

10.891 de 20 de setembro de 2001). E o  atendimento especializado é fundamental em um país onde há uma significativa população carente de cuidados com a saúde da gestante, da criança, do adolescente, os quais repercutem diretamente na escolarização. O diagnóstico e a intervenção psicopedagógica das crianças com dificuldades no aprender deveriam ser prioridades, por uma questão humanitária, social e econômica!






 





Na sua opinião, qual é o principal desafio para alavancar o desenvolvimento e a qualidade da educação em nosso país?





Instruir e formar devidamente os nossos cidadãos para serem profissionais
com qualidade

e não
em quantidade

. Em outras palavras, a educação da educação, ou seja, promover a organização bem planejada do ensino e da escolarização adequada à preparação profissional em vários níveis, o fornecimento dos meios materiais adequados para que todos possam freqüentar uma escola de e com qualidade, uma política educacional consistente, de acordo não só com princípios educacionais de valor, mas atendendo à realidade científica e tecnológica da atualidade. Educa-se para o futuro, mas trabalha-se para hoje também!




 


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