Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva

secretária de Educação de Belo Horizonte (MG)

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Qual o diagnóstico que você faz da educação básica no Brasil? Quais os principais problemas, avanços e retrocessos que a educação vive?







O Brasil não tem tradição em uma educação republicana, ou seja, uma escola básica para todos. Essa concepção foi conquista da Constituição de 1998, do Estatuto da Criança e do Adolescente de 1990 e da Lei de Diretrizes e Bases de 1996. Mas, se temos os marcos legais, há que se construir a cultura da escola pública para TODOS e onde TODOS aprendam. Avançamos na garantia do acesso das crianças de 6 e 7 anos na escola fundamental, mas não garantimos ainda a permanência de todos nem a qualidade na aprendizagem. E ainda temos que ampliar muitíssimo as vagas na educação infantil e universalizar o acesso ao ensino médio. Por outro lado, vivemos um conflito entre a universalização e a qualidade, como se só fosse possível uma escola de qualidade quando a minoria tinha acesso.





Por outro lado, temos que ter vigilância sobre as políticas econômicas, principalmente sobre a desvinculação das receitas, porque se avançamos tanto no Brasil em termos de ensino fundamental foi porque houve, bem ou mal, uma política de vinculação de receita e garantia de financiamento.






Na sua opinião, qual é o principal desafio para alavancar o desenvolvimento e a qualidade da educação em nosso país?









Garantir o acesso para todos os cidadãos e cidadãs brasileiros de 0 a 18 anos na escola básica, sem universalizar o ensino infantil, mas garantindo vagas para todas as crianças cujos pais demandarem atendimento escolar.





 





Se você pudesse formular as políticas federais, qual seria o primeiro ponto em que investiria?






Financiamento, financiamento, financiamento e depois pensar uma carreira de professor com dedicação exclusiva e formação superior vinculada às mudanças sociais e culturais.





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