Marco Antonio Araujo

diretor presidente do Instituto Livre de Jornalismo

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É comum ouvir que a solução para os problemas do Brasil é investir em educação. Não é. Esse discurso é um dos grandes embustes que a retórica política produziu nas últimas décadas. Não há registro de político, economista, sociólogo, homem público ou candidato, eleito ou derrotado, que tenha se manifestado contrário a colocar a educação como a mais urgente prioridade da nação ou que deixasse de se comprometer com uma revolução educacional.

Mesmo diante dessa unanimidade, o Brasil mantém o secular quadro de abandono e miséria socioeconômica. Talvez porque a educação deveria ser a segunda prioridade urgente. A primeira, inadiável, é a distribuição de renda. Um aluno que em casa não tem o que comer, cujo pai está desempregado, para quem o futuro é o de permanecer excluído, esse aluno está condenado a alimentar estatísticas de fracasso.

Educação é, sim, um dos alicerces da democracia e da economia. Forma cidadãos e qualifica homens e mulheres para o trabalho. Mas, para isso, é preciso antes haver cidadania e emprego para todos. Educação não é só um direito e um dever. É também causa e conseqüência.



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