Para profissionalizar gestão, escolas devem investir na definição de processos claros

Cobrança de mensalidades, indicadores financeiros, contratação de professores e comunicação interna, por exemplo, devem ser mapeados e descritos

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Mapear processos da escola é importante para gestão mais profissional

Foto: Shutterstock

Para apagar incêndios em uma escola é preciso mais do que os extintores do gestor. A prevenção de problemas do cotidiano passa por um caminho já bastante conhecido de qualquer empresa: a definição de processos claros.

A pesquisa Gestão Educacional, realizada pela consultoria AOG, mapeou a atenção dada pelas escolas aos processos considerados mais relevantes (veja gráfico ao fim da matéria), entre eles, a cobrança de mensalidades, indicadores financeiros, contratação de professores, comunicação interna, em um total de 15 diferentes áreas. Apenas 22% se dizem plenamente satisfeitos com os controles de processos e indicadores da escola.

O resultado mostra com clareza por que os gestores acumulam tantas atribuições. Há uma grande falta de mapeamento de processos, o que leva também a uma fragilidade nos indicadores de sucesso da instituição. “Sem clareza do que vai ser pedido aos gestores e sem critérios para avaliar a entrega, fica difícil uma gestão mais profissional e de médio e longo prazo”, diz Luiz Alfredo Santos.

Um exemplo típico é o da comunicação interna, um dos grandes desafios da escola. O processo da comunicação está entre os mais relevantes para 88% dos gestores ouvidos. Contudo, apenas 28% dos entrevistados relatou ter feito algum tipo de mapeamento de todas as etapas envolvidas – como a origem da informação, a checagem, a escolha dos canais, a comprovação da difusão efetiva do que precisa ser informado, entre outros.

O mesmo ocorre no processo que mais tira o sono dos gestores – a cobrança de inadimplentes. Apontado pela quase totalidade dos respondentes, apenas 64% dos entrevistados disseram ter processos definidos para esta ação da qual depende a sobrevivência da escola.

O resultado desse gap da profissionalização da gestão escolar soa óbvio. Cerca de 62% dos diretores dizem haver perda de qualidade dos serviços realizados quando há trocas na equipe. Por isso, para a diretora do Colégio Equipe, Luciana Fevorini, entre as atribuições do líder escolar precisa estar a visão integrada de todos os processos. “Ele precisa estar sempre atento para verificar se as ações planejadas de fato respondem aos objetivos institucionais e nunca perder de vista como de fato essas ações estão sendo executadas”, diz Luciana. Sem processos mapeados e descritos, essa tarefa se torna quase artesanal.

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