Mãos ao lápis

Olimpíada de Língua Portuguesa espera envolver 280 mil professores

Compartilhe
, / 1112 0

A produção de textos escritos no Brasil vai ganhar novas tintas, cores e, principalmente, um volume inédito. Lançada no dia 19 de fevereiro, no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, a primeira Olimpíada Brasileira da Língua Portuguesa planeja mobilizar mais de 6 milhões de alunos de 5º e 9º anos do ensino fundamental e 2º e 3º anos do ensino médio, de 4.450 cidades brasileiras, além de 280 mil professores de 70 mil escolas públicas. Os principais objetivos da maratona são aprimorar a formação dos docentes desses níveis de ensino e estimular os alunos da rede pública a produzir melhores textos.

Os vencedores receberão livros e computadores; seus professores ganharão livros, DVDs e computadores; e as escolas, laboratórios com 10 micros e impressoras, além de edições para ampliar sua biblioteca. 

A proposta é parte da estratégia do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) para elevar o nível da educação nacional. A idéia é utilizar o potencial de mobilização de uma olimpíada, aliando-o a um processo de formação de professores, que trabalharão com gêneros textuais com os alunos.

A metodologia foi desenvolvida em três edições do Prêmio Escrevendo o Futuro, criado em 2002 pela Fundação Itaú Social, parceira da atual iniciativa do Ministério da Educação, e pelo Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação e Cultura e Ação Comunitária).

O modelo do Escrevendo o Futuro, encampado pela Olimpíada, prevê a formação de professores em anos ímpares e, nos pares, a realização de oficinas com alunos pelos educadores capacitados. As redações feitas pelos estudantes nas oficinas serão avaliadas por comissões na  escola. Os melhores textos de cada instituição competem nos âmbitos municipal, estadual, regional e nacional.

Haverá um conjunto de oficinas em meio às etapas de seleção, a primeira desenvolvida pelos professores nas escolas, as demais por comissões em cada esfera. O desempenho dos alunos também premia os professores.


Formação

O MEC prevê investimento em torno de R$ 15 milhões, divididos entre o Itaú Social e o Ministério. Segundo Jeanete Beauchamp, diretora de Políticas de Formação, Materiais e de Tecnologias para a Educação Básica, da Secretaria de Educação Básica, a importância da Olimpíada é que ela trabalha com a formação dos professores extrapolando seu período de realização.

"Mais do que a premiação, é um investimento na melhoria da qualidade do trabalho docente. Importam mais as etapas de trabalho, as oficinas, o processo da produção de texto. Não são ações eventuais, e sim um encadeamento de atividades de leitura e escrita", diz.

Os professores inscritos serão capacitados para desenvolver oficinas seqüenciais de produção de textos com os alunos, com base no tema "O lugar onde vivo". Os alunos serão divididos em três gêneros, de acordo com as respectivas séries:

Poesia – 5º e 6º anos do ensino fundamental;

Memórias – 8º e 9º anos do ensino fundamental;

Artigo de opinião – 2º e 3º anos do ensino médio.

Para participar, o primeiro passo é a inscrição do município ou do estado (por sua secretaria de educação) até 30 de março (termo de adesão em
www.mec.gov.br/olimpiada

).

As escolas de cada cidade precisam, até 14 de abril, preencher a ficha de inscrição no site do MEC, numa agência do Itaú, ou nas secretarias de educação dos governos, além dos sites
www.fundacaoitausocial.org.br

e
www.cenpec.org.br

. Nela, indicam o nome do professor responsável pelo projeto na escola.

Comentários

comentários

PASSWORD RESET

LOG IN