Maior encontro de educação da América Latina debate os temas mais importantes da área e apresenta tendências em tecnologia

Educação é mais uma vez a revista oficial do Bett Brasil Educar, que acontece de 20 a 23 de maio, em São Paulo. Veja nossa seleção de alguns destaques do evento

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© Gustavo Morita
Feira Educar: expositores mostram novidades da área de educação e tecnologia

Desde 2014, Educação é a revista oficial do Bett Brasil Educar, considerado o mais completo encontro de educação do Brasil e da América Latina. Neste ano, o evento tem como tema norteador: “A escola de nossos sonhos: horizontes possíveis, desafios imediatos”, e conta com a presença de mais de 200 expositores das áreas educacional e de tecnologia. A Editora Segmento mantém seu estande de 200 metros quadrados no pavilhão do evento, de onde transmite cobertura em tempo real do que está sendo debatido na Feira, por meio do site www.revistaeducacao.com.br e de suas redes sociais.

Neste ano, uma das novidades do evento é a realização de palestras de tecnologia educacional da Bett Brasil no Congresso Educador. A intenção é promover debates sobre os temas mais importantes da educação e tecnologia e apresentar em primeira mão as tendências que estão atualizando o cenário educacional brasileiro. Destacamos, aqui, o trabalho de alguns dos palestrantes de algumas empresas e instituições que estarão se apresentando nesta programação.

Veja um breve perfil sobre alguns dos principais nomes da área educacional que farão parte da programação de palestras do evento. É para consultar e acompanhar.

Serviço
Bett Brasil Educar
20-23 de maio
São Paulo Expo Exhibition & Convention Center
A visitação na feira é gratuita. Credenciamento pelo site www.bettbrasil.com.br

 


 

 Projeto pedagógico
Carlos Seabra é enfático: as novas tecnologias de informação e comunicação podem e devem ser utilizadas em sala de aula. Coordenador técnico e pedagógico do departamento de inovação e novas mídias da FTD Educação, ele questiona por que não usar um smartphone, por exemplo, em sala, já que além de telefone, é um computador, câmera fotográfica, gravador e leitor de textos. “O que precisamos é de um projeto pedagógico de uso desses recursos, pois os recursos por si sós não resolvem nada”, explica. Nesse cenário, a mediação do professor é fundamental. Além do uso da tecnologia, Carlos entende que é possível também inovar na própria concepção de ensino, que precisa deixar de seguir um “modelo industrial” de aprendizado. “Isso não é inovação, é reprodução, não leva as pessoas a refletirem”, critica.

Palestra: Inovação pedagógica: implicações na formação e gestão dos professores e na infraestrutura da escola
Dia: 21/05 (quinta-feira)
Horário: 9h às 10h30

 

 Uma nova metodologia
Para o professor Carlos Nepomuceno, especialista em antropologia cognitiva, apesar do uso cada vez maior da tecnologia, “a grande mudança é cultural, não tecnológica”. Nesse contexto, a educação será fortemente afetada. “É preciso criar um ambiente de amadurecimento e experimentação”, afirma. Nepomuceno criou uma metodologia focada na resolução de problemas e projetos em grupo. Assim, o papel do professor passa de detentor a moderador da informação.

Palestra: Revolução cognitiva digital: entenda a nova ordem digital e as experiências na criação de laboratórios de inovação do ensino
Dia: 23/05 (sábado)
Horário: 11h30 às 13h

 

 De olho na prática
“Mais do que equipamentos para as escolas, a aposta em inovação na educação deve buscar ideias e soluções para apoiar professores e gestores na formação dos alunos.” Esse é o ponto de vista de Guilherme Antunes (foto), coordenador de projetos para a Fundação Lemann, que levará para o evento palestras de parceiros e outros especialistas na área de educação para debater sobre o futuro da área. Segundo ele, saber usar as tecnologias e aproveitar os conteúdos disponíveis em tablets e notebooks é mais importante do que somente trazê-los para dentro da sala de aula. Mesmo ainda vista com desconfiança por muitos educadores, Guilherme garante que a tecnologia não pretende eliminar os aprendizados obtidos com a experiência da sala de aula. “Ela vem se somar à escola e potencializar o trabalho de quem ensina”, argumenta.

Palestra: Explorando as vantagens do ensino híbrido: como aprofundar o envolvimento dos alunos e gerar resultados de sucesso (em parceria com  Instituto Península)
Dia: 23/05 (sábado)
Horário: 9h às 10h30

 

 Ensino híbrido
Lilian Bacich, consultora do Instituto Península, aposta no ensino híbrido como proposta de convergência dos modelos presencial e on-line de aprendizagem. Ao contrário da educação a distância, o modelo é uma abordagem que mescla o ensino presencial e propostas de ensino on-line, que ocorrem na sala de aula ou fora dela, porém, preferencialmente na escola, sem modificar a carga horária presencial. “No modelo de ensino híbrido, a ideia é que educadores e estudantes ensinem e aprendam em tempos e locais variados”, explica a pesquisadora. De acordo com Lilian, o uso das tecnologias digitais promove a integração da sala de aula tradicional com o ambiente virtual de aprendizagem, o que favorece a interação com o grupo e a troca de experiências.

Palestra: Explorando as vantagens do ensino híbrido: como aprofundar o envolvimento dos alunos e gerar resultados de sucesso
Dia: 23/05 (sábado)
Horário: 9h às 10h30

 

 A internet das coisas
“A educação precisa dar uma resposta muito mais convincente à evolução da sociedade.” Com essa provocação, o pesquisador da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Marcus Garcia quer mostrar que a conectividade gerada pelas novas tecnologias muda comportamentos de consumo, cultura e  a educação. Sua palestra mostrará a aplicação da “internet das coisas” no ambiente escolar, conceito que se refere à conexão de itens usados no dia a dia à rede e a outros dispositivos, como smartphones e computadores. Do mesmo modo que o microchip foi uma revolução na década de 1950, o pesquisador entende que a “internet das coisas” pode ser uma grande inovação a caminho, e é por isso que gestores, professores, pais e alunos devem ficar atentos a essas mudanças.

Palestra: Internet das coisas: a 4ª onda que está conectando o mundo! – Esqueça o que você sabe sobre tecnologia na educação. Tudo está prestes a mudar!
Dia: 23/05 (sábado)
Horário: 11h30 às 13h

 

 Mirta Castedo
Atuando na área de formação de professores em vários países da América Latina e autora de diversas obras sobre a alfabetização e produção de texto, Mirta Castedo fará duas apresentações na sexta, 22, durante o Bett Brasil Educar. Na primeira, ela falará sobre produção escrita na alfabetização. Na sequência, a pesquisadora argentina debate a importância de produzir e revisar textos na escola, abordando desde o estado atual da pesquisa na área até as suas controvérsias. Em entrevista à revista Educação em 2013, Mirta deu sua opinião sobre o debate acerca do tempo de alfabetização inicial. Na época, ela defendeu que embora tenha variado em diferentes momentos históricos e sociais, do ponto de vista psicológico e didático, quanto antes se comece o processo, melhor para a criança.

Palestra: Gêneros textuais e a contextualização de produção escrita na alfabetização
Dia: 22/05 (sexta-feira)
Horário: 9h às 10h30

Palestra: A importância de produzir e revisar textos
Dia: 22/05 (sexta-feira)
Horário: 11h30 às 13h

 

 António Nóvoa
No Bett Brasil Educar de 2014, António Nóvoa afirmou que a escola que conhecemos hoje vai desaparecer. Ma quem serão os responsáveis por esse processo de transição? Segundo ele, os próprios educadores da contemporaneidade. Nesse ano, os rumos da educação continuam no centro de seu debate com a pergunta: é possível imaginar a escola do futuro com a escola que temos nos dias atuais? Em sua palestra, ele enfatiza que é preciso compreender a realidade atual da escola para enfrentar os desafios da aprendizagem, da educação e do conhecimento no século 21. Com obras publicadas em 15 países, o historiador e pedagogo português aborda desde a formação de professores até a história da educação.

Palestra: É possível imaginar a escola do futuro com a escola que temos nos dias atuais?
Dia: 20/05 (quarta-feira)
Horário: 15h às 16h30

 

 Constance Kamii
“Uma sala de aula não pode manter o desenvolvimento da autonomia na esfera intelectual enquanto a suprime nas esferas sociais e morais.” A frase faz parte do universo de Constance Kamii e é uma das citações que a psicóloga e socióloga norte-americana utiliza para se apresentar oficialmente em seu site. Com um vasto currículo, além de mestre e doutora na área de educação e psicologia pela Universidade de Michigan, ela foi aluna e colaboradora de Jean Piaget; Kamii também é especialista em matemática. Uma de suas obras mais famosas é A criança e o número. No livro, ela aborda as diversas facetas da relação da criança com a construção do número, partindo da ideia de que o aluno é sujeito do processo no ensino da matemática.

Palestra: A autonomia como meta da educação
Dia: 21/05 (quinta-feira)
Horário: 9h às 10h30

Palestra: O jogo na educação da primeira infância, a partir de uma perspectiva piagetiana
Dia: 21/05 (quinta-feira)
Horário: 15h às 16h30

 

 Jaqueline Moll
A professora e pesquisadora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Jaqueline Moll traz sua experiência à frente do programa Mais Educação para discutir a educação integral. Lançado em 2007 pelo Ministério da Educação, o programa é a base para Jaqueline trazer o debate a respeito da reconstrução curricular, a partir dos aportes históricos de Paulo Freire, Anisio Teixeira e Darcy Ribeiro. Para ela, a educação integral deve atender a todas as dimensões do desenvolvimento do aluno por meio de aspectos intelectuais, afetivos, sociais. Políticas públicas, práticas pedagógicas e educação de jovens e adultos fazem parte do campo de pesquisa de Jaqueline.

Palestra: Por uma educação integral que atenda com qualidade a todas as dimensões do desenvolvimento integral do aluno por meio dos aspectos intelectual, afetivo, social e físico
Dia: 23/05 (sábado)
Horário: 11h30 às 13h

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