Luiz Inácio Lula da Silva

presidente da República

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Educação de qualidade é condição fundamental para o desenvolvimento do nosso país. Basta ver que não há povo ou nação desenvolvida que não tenha resolvido o problema da formação de seus cidadãos. Quando ouço as discussões sobre os “gastos com a educação” no Brasil, fico pensando em como essa abordagem é equivocada. Pois educação é investimento, não gasto. E investimento com retorno garantido. Às vezes, o Estado coloca dinheiro em uma fábrica ou em um projeto empresarial e aquilo não vai adiante. Mas um menino que recebeu uma boa educação estará certamente mais bem qualificado para encontrar uma boa profissão e, com ela, gerar renda, consumir produtos e serviços e contribuir para um círculo virtuoso de desenvolvimento econômico no país.

É preciso reconhecer que a educação no Brasil avançou muito. Nas últimas três décadas o ensino fundamental foi universalizado: praticamente todas as crianças de 7 a 14 anos freqüentam regularmente a escola. Já na educação infantil e nos ensinos médio e superior ainda faltam vagas, que precisamos suprir. Mas o grande desafio do meu governo é qualitativo: mudar o perfil da educação brasileira, superando a baixa qualidade e eliminando as desigualdades regionais e de acesso, em todos os níveis de ensino, da educação infantil à superior. Trata-se de pensar a educação de maneira integrada e estrutural.

Dois exemplos de políticas que vão nesse sentido e foram implementadas pelo Ministério da Educação são: o
Brasil Alfabetizado

, que tornou a alfabetização um processo contínuo e interligado à educação de jovens e adultos, que beneficiou 3 milhões de brasileiros nos últimos dois anos; e o ProUni, o
Programa Universidade para Todos

, que já disponibilizou 112 mil bolsas de estudo para universitários que não tinham condições de custear seus estudos em uma instituição privada. Além disso, nesses dois anos, criamos três novas universidades federais e outras 11 extensões de universidades públicas, sobretudo no interior e em regiões carentes do país, como o Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, e o sertão de Pernambuco. Queremos, com isso, fazer com que a universidade efetivamente se estenda por todo o território nacional e que uma criança do interior não tenha que sair da sua terra natal e viajar milhares de quilômetros para encontrar educação de qualidade.

Outra iniciativa importantíssima e inédita do nosso governo é a proposta do Fundeb, Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação, cujo projeto foi enviado recentemente ao Congresso Nacional. O novo fundo prevê o aumento progressivo de recursos para a educação, atingindo, ao final de quatro anos de transição, R$ 4,3 bilhões. Nunca se investiu tanto na educação brasileira.

O Fundeb possibilitará que, dentro de alguns anos, toda a educação básica no país – infantil, fundamental e o ensino médio – torne-se de fato universal e com muito mais qualidade. Estou convencido de que só assim conseguiremos a redução gradativa das desigualdades educacionais entre Estados e municípios e entre setores ricos e setores pobres do país. E, só assim, o Brasil estará formando adequadamente a matéria-prima humana de que são feitas as grandes nações do mundo. Estamos no rumo certo.

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