Luís Norberto Pascoal

presidente da Fundação Educar DPaschoal

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Como a Fundação Educar DPaschoal avalia o ensino básico e fundamental dos dias de hoje no Brasil? Quais são nossos principais problemas, e o que evoluímos em relação ao passado?






Avançamos muito nos últimos anos, porém temos que deixar de enxergar a escola como uma instituição que não nos pertence. A escola que educa nossos filhos é de todos os brasileiros, e cabe a nós contribuir com ela. Não estamos falando em substituir o papel do Estado ou do professor, mas sim em sermos mais participativos na solução dos seus problemas.




 






Como tem sido a experiência da Educar desde sua criação? Quais são os planos para o futuro?






A Educar vem investindo nos jovens há 16 anos, por meio da Academia Educar. Nesse espaço os adolescentes são incentivados a planejar, executar e avaliar suas ações e, posteriormente, multiplicam o aprendizado por meio de projetos na escola ou comunidade.




Essa experiência nos faz sonhar com
espaços dentro da escola que mobilizem e articulem a comunidade escolar. Esse canal de interação entre alunos, professores, pais, comunidade e direção pode ser um núcleo de voluntariado e protagonismo. Hoje, em Campinas, em parceria com a Diretoria de Ensino Leste e Oeste, estamos vislumbrando a criação desses espaços chamados de Núcleos de Voluntários ou mesmo Academia Educar, que, com certeza, beneficiarão a própria escola, os alunos e a comunidade.





 






Se você pudesse formular as políticas federais, qual seria o primeiro ponto em que investiria?






Uma grande iniciativa, que já existe no âmbito estadual e que precisa se estender cada vez mais, é a escola aberta nos finais de semana. Os Estados que realizam esse projeto obtêm resultados positivos como: diminuição da violência, maior cuidado com a estrutura da escola, diminuição das pichações, entre outros. Com a abertura da escola nos finais de semana, surgem muitas oportunidades para o desenvolvimento de atividades voluntárias que enriquecem os jovens e a escola.




No momento em que abrimos as escolas, permitimos que elas sejam um centro de cidadania onde mães dão oficinas de artesanato, pais ajudam a organizar atividades esportivas e alunos desenvolvem seus próprios projetos de reciclagem, de jornal escolar e muitas atividades emancipadoras da comunidade.



 


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