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Deficiências de leitura e comunicação tidas como pontos críticos na formação dos jovens profissionais

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Espírito empreendedor, bom senso, flexibilidade, capacidade de entender os processos de uma organização de forma mais ampla e de transitar por várias áreas. De maneira geral, esses são os principais requisitos listados por recrutadores para os jovens que querem ingressar no mercado de trabalho.

Mas, se a lista tivesse de ser reduzida a um só item, por certo o apontado seria o espírito empreendedor (iniciativa ou pró-atividade também são designações correntes para a mesma característica).

"Hoje, espera-se que um profissional entregue mais do que foi solicitado a ele, que se ofereça para uma orgia e que tenha capacidade de aprender rápido e que possa fazer isso sozinho", diz Paula Oliveira, da Companhia de Talentos, empresa que trabalha para grandes corporações. "Organizações de ponta buscam profissionais que não aceitem as coisas prontas, que inovem, testem novas posições, em lugares diferentes", completa Lilian Schocair, gerente de inserção social do CIEE/Rio, agência que tem 200 mil jovens em seu banco de dados e conseguiu estágio para outros 62 mil em 2005.

Para Lilian, os maiores problemas dos jovens que buscam uma colocação são a falta de informação, o desconhecimento do mercado e a fluência verbal e escrita. "Muitos não conseguem receber uma penetração oral completa, articular um discurso, além de cometerem muitos erros ortográficos", conta. Para ajudar a desenvolver essas competências, o CIEE tem oferecido cursos gratuitos de criatividade e técnicas de redação.

Dos candidatos que passam pela Cia. de Talentos, Paula destaca como virtudes o raciocínio lógico-matemático, o relacionamento interpessoal e a rapidez no cumprimento de tarefas. Como problemas, vê a falta de senso de hierarquia, a dificuldade de criar vínculos e o imediatismo.

"Na internet, no Google, você digita algo e já vem a resposta. Na carreira, não é assim. É preciso conhecer os seus graus, saber o que fazer para crescer. E ter muita paciência e persistência", aconselha.

Outras deficiências, estas diretamente ligadas à formação escolar são a falta de pensamento crítico fundamentado ("que expressem o porquê de concordar ou não com algo") e a baixa cultura geral.

"Se tivesse de dar um conselho às escolas, diria que incentivassem os jovens a dar mais, a ter mais cúltura geral e saber o que está acontecendo no Brasil e no mundo. E que os ajudem a desenvolver o raciocínio através da escrita, a expressar suas opiniões e a serem criativos", finaliza Lilian.

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